
Portugiesisch Ausgabe
Politik
Os Bruzundangas
BooksWhale-Ausgabe auf Portugiesisch von Lima Barreto
A satirical portrait of an imaginary republic, exposing bureaucracy, elites, corruption, and empty nationalism.
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Bucheinführung
Os Bruzundangas
“Os Bruzundangas” invents a fictional country to ridicule political vanity, official language, social hierarchy, cultural imitation, and corruption. Lima Barreto’s satire remains one of Brazil’s sharp public-domain critiques of power.
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Os Bruzundangas is a public-domain work: the author died in 1922, and the text was first published in 1922. This edition uses the original Portuguese text.
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Os Bruzundangas
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PREFACIO Na ARTE DE FURTAR , que ultimamente tanto barulho causou entre os eruditos, ha um capitulo, o quarto, que têm como ementa esta singular affirmação: Como os mayores ladroens são os que têm por officio livrar-nos de outros ladroens. Não li o capitulo, mas abrindo ao acaso um exemplar do curioso livro, achei verdadeira a cousa e boa para justificar a publicação destas despretenciosas «Notas». A Bruzundanga fornece materia de sobra para livrar-nos, a nós do Brasil, de peiores males, pois possue maiores e mais completos. Sua missão é, portanto, como a dos mayores da «Arte», livrar-nos dos outros, naturalmente menores. Bem precisados estávamos nós disto quando temos aqui ministros de Estado que são simples caixeiros de venda, a roubar-nos muito modestamente no peso da carne secca, emquanto a Bruzundanga os tem que se occupam unicamente, no seu officio de Ministro, de encarecerem o assucar no mercado interno, conseguindo isto com o vendel-o abaixo do preço da usina aos estrangeiros. Lá, chama-se a isto provêr necessidades publicas; aqui, não sei que nome teria... E’ semelhante Ministro daquelles mayores de que a «Arte» nos falla, destinados a ensinar-nos como nos livrar dos nossos modestos caixeiros de mercearias ministeriaes. Não contente com ter dessas cousas, a Bruzundanga possue outras muitas que desejava enumerar todas, pois todas ellas são dignas de apreço e portadoras de ensinamentos proveitosos. Como não poderiamos aproveitar aquelle caso de um doutor da Bruzundanga , elle mesmo açambarcador de cebolas, que vae para uma commissão, nomeada para estudar as causas da carestia da vida, e propõe que se adoptem leis contra os estancadores de mercadorias? E’ que este doutor dos mayores de que nos fala o celebre livrinho sabia perfeitamente que não estancava e tinha o habito de reservas mentaes. Não açambarcava, mas alliviava logo uma grande porção de mercadorias para o estrangeiro, por qualquer cousa, de modo que... Le pauvre homme! Podia até illudir o nosso pobre Beckmann! Com este exemplo, os menores daqui poderão ser denunciados por este grandalhão de lá, tão generoso e desinteressado, e o nosso povo poderá livrar-se delles. Conheci na Bruzundanga um rapaz (creio que está nas «Notas»), de rabona de sarja e ares de familiar do Santo Officio, mas tresandando a Comte, senão a anticlericalismo, que, de uma hora para a outra, se fez reitor do Asylo de Engeitados, apandilhado com padres e frades, depois de ter arranjado um rico casamento ecclesiastico, afim de vêr se, com o apoio da sotaina e do solidéo, se fazia ministro ou mesmo Manda-Chuva da Republica. Que mayor , não acham? E aquelle que, tendo sido ministro do Imperador da Bruzundanga e seu conselheiro, se transformou em açougueiro para vender carne aos vizinhos a dez reis de mel coado, graças ás isenções que obteve com o prestigio do seu nome, dos seus amigos, da sua familia e das suas antigas posições, emquanto os seus patricios pagavam-lhe o dobro? Quantos exemplos de lá, bem grandes, nos irão precaver contra os pequeninos de cá... A «Arte» fala a verdade... Outra cousa curiosa da Bruzundanga, das grandes, das extraordinarias, é a sua «Defeza Nacional». Lá, como em toda a parte, se devia entender por isso a acquisição de armamentos, munições, equipamentos, adextramento de tropas, etc.; mas os doges do Kaphet (vide texto) entenderam que não; que era dar-lhes dinheiro, para ellevar artificialmente o preço de sua especiaria. De que modo? Retendo o producto, prohibindo-lhe a exportação desde certo limite, comquanto se houvessem tenazmente opposto a que semelhante medida fosse tomada no que toca ás utilidades indispensaveis á nossa vida: cereaes, carnes, algodão, assucar, etc. E’ preciso notar que taes utilidades, como já fiz notar, iam para o estrangeiro por metade do preço, menos até. Aprendamos por ahi a conhecer os nossos menores . Poderia muito bem falar de outros grossos casos de lá, capazes de nos livrar dos taes pequenos daqui; mas, para que? As paginas que se seguem vão revelal-os e eu me dispenso de narral-os neste curto prefacio. Pobre terra da Bruzundanga! Velha, na sua maior parte, como o planeta, toda a sua missão tem sido crear a vida e a fecundidade para os outros, pois nunca os que nella nasceram, os que nella viveram, os que a amaram e sugaram-lhe o leite, tiveram socego sobre o seu sólo! Ainda hoje, quando o geologo encontra nella um queixal de megatherium ou um fémur de propithecus tem vontade de offerecer á Minerva uma hecatombe de bois brancos! Vivos, os bons são tangidos daqui para alli, corridos, vexados, se tem grandes ideiaes; mortos, os seus ossos esperam que os grandes rios da Bruzundanga os levem para fecundar a terra dos outros, lá embaixo, muito longe... Tudo nella é caprichoso, e vário e irregular. Aqui terreno fértil, úbere; acolá, bem perto, esteril, arenoso. Se a jusante sobra cal, falta agua; se ha para montante, falta cal... As suas florestas são caprichosas tambem; as essencias não se associam. Vivem orgulhosamente isoladas, tornando-lhes penosa a exploração. Aqui, está uma espécie e outra semelhante só sé encontrará mais além, distante... Envelheceu, está caduca e tudo que vem para ella soffre-lhe o contagio da sua antiguidade: caduquece! Comtudo, e talvez por isso mesmo, os seus costumes e habitos podem servir-nos de ensinamento, pois, conforme a «Arte de furtar» diz: os mayores ladroens são os que têm por officio livrar-nos de outros ladroens . Por intermedio dos della, dos dessa velha e ainda rica terra da Bruzundanga, livremo-nos dos nossos: é o escopo deste pequeno livro. LIMA BARRETO Todos os Santos, 2—9—17.
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OS SAMOYEDAS CAPITULO ESPECIAL Vasios estais de Christo, vós que vos justificais pela lei: da graça ten- des caido S. Paulo aos Galatas Queria evitar, mas me vejo obrigado a falar na literatura da Bruzundanga. E’ um capitulo dos mais delicados, para tratar do qual não me sinto completamente habilitado. Dissertar sobre uma literatura estrangeira suppõe, entre muitas, o conhecimento de duas cousas primordiaes: idéas geraes sobre literatura e comprehensão facil do idioma desse povo estrangeiro. Eu cheguei a entender perfeitamente a lingua da Bruzundanga, isto é, a lingua falada pela gente instruida e a escripta por muitos escriptores que julguei excellentes; mas aquella em que escreviam os literatos importantes, solemnes, respeitados, nunca consegui entender, porque redigem eles as suas obras, ou antes, os seus livros, em outra muito differente da usual, outra essa que consideram como sendo a verdadeira, a lidima, justificando isso por ter feição antiga de dous seculos ou tres. Quanto mais incomprehensivel é ella, mais admirado é o escriptor que a escreve, por todos que não lhe entenderam o escripto. Lembrei-me, porém, que as minhas noticias d’aquella distante republica não seriam completas, se não désse algumas informações sobre as suas letras; e resolvi vencer a hesitação immediatamente, como agora venço. A Bruzundanga não podia deixar de tel-as, pois todo o povo, tribo, claro, todo o agrgegado humano, emfim, tem a sua literatura e o estudo dessas literaturas muito tem contribuido para nós nos conhecermos a nós mesmos, melhor nos comprehendermos e mais perfeitamente nos ligarmos em sociedade, em humanidade, afinal. Seria uma falha minha nada dizer eu sobre as bellas letras da Bruzundanga que as tem como todos os paizes, a não ser o nosso que, conforme sentenciou a «Gazeta de Noticias», não merece tel-as, pois o literato não tem funcção social na nossa sociedade, provocando tal opinião o protesto de um sociologo inesperado. Devem estar lembrados deste episodio — creio eu. Continuemos, porém, na Bruzundanga. Nella, ha a literatura oral e popular de canticos, hymnos, modinhas, fabulas, etc.; mas todo esse folk-lore não tem sido colligido e escripto, de modo que, delle, pouco lhes posso communicar. Porém, um conto popular que me foi narrado com todo o sabôr da ingenuidade e dos modismos peculiares ao povo, posso reproduzir aqui, embora a reproducção não guarde mais aquelle encanto de phrase simples e miagens familiares das anonymas narrações das collectividades humanas. Na versão dos populares da curiosa republica, o conto se intitula — O GENERAL E O DIABO — havendo uma variante sob a alcunha de — O PADRE E O DIABO. Como não tivesse de cór nem as palavras da versão mais geral, nem as da variante, aproveitei o thema, alguma cousa do corpo da «historia» e narro-a aqui, certamente muito desfigurada, sob a chrisma de: S. Ex.a O Ministro saiu do banquete, embarcando logo no carro. Desde duas horas estivera a sonhar com aquelle momento. Anceiava estar só, só com o seu pensamento, pesando bem as palavras que proferira, relembrando as attitudes e os pasmos olhares dos circumstantes. Por isso, entrára no «coupé» apressado, um tanto avoado, soffrego, sem mesmo reparar se de facto era o seu. Vinha absorvido e tangido por uma chusma de sentimentos attinentes a si mesmo que quasi lhe falavam a um tempo na consciencia: orgulho, força, valor, satisfação propria, etc, etc. Não havia um negativo, não havia n’elle uma duvida: todo elle estava embriagado de certeza do seu valôr intrinseco, das suas qualidades extraordinarias e excepcionaes de conductor de povos. A respeitosa attitude de todos e a deferencia universal com que o cercavam, reaffirmadas tão eloquentemente n’aquelle banquete, eram nada mais, nada menos, que o signal certo da convicção dos povos de ser elle o resumo do paiz, vendo nelle o solucionador das suas difficuldades presentes e o agente efficaz do seu futuro e constante progresso. Na sua acção, repousavam as pequenas esperanças dos humildes e as desmarcadas ambições dos ricos. Era tal o seu inebriamento que chegou a esquecer as coisas feias do seu officio... Elle se julgava e só o que lhe parecia grande entrava nesse julgamento. As obscuras determinações das cousas, acertadamente, haviam-no erguido até alli, e mais alto leval-o-iam, visto que, só elle, elle só e unicamente, seria capaz de fazer o paiz chegar ao destino que os antecedentes delle impunham... E o ministro isolado sorriu, quando essa phrase lhe passou pelos olhos, inteirinha, em letras de imprensa, como se elle a estivesse lendo em um livro, em uma revista, ou mesmo em um jornal. Occorreram-lhe algumas palavras do seu discurso de ha pouco... «Na vida das sociedades, como na dos indivíduos...» Não lhe ficara inteira aquella tirada philosophica, mas a admiração que advinhou nos olhares dos circumstantes, fiava bem o assombro que ella causou. E o successo d'aquelle trecho que provocara innumeros apoiados: « Aristoteles, Bancon, Descartes, Spinosa e Spencer, como Solon, Justiniano, Portalis e Ihering, todos os philosophos, todos os juristas, affirmam que as leis devem succeder aos costumes.» O olhar, muito brilhante, immovel de espanto, do deputado Kalhuí, opposicionista encapotado, era o mais seguro penhor de que dissera uma profunda verdade, embora elle não tivesse certeza, pois não lhe lerão as obras, de que aquella gente toda houvesse dito tal cousa que a sua boca proferira. E quando terminou... «Senhores, o nosso tempo é de grandes reformas ; estejamos com elle, reformemos, mas conservando...» A cerimonia mal conteve nos circumstantes o enthusiasmo com que foi recebido esse final. O auditório delirou. As palmas estrugiram; e, dentro do grande salão iluminado, pareceu-lhe que recebia as palmas da Terra toda. O carro continuava a voar. As luzes da rua extensa apareciam como um só traço de fogo; depois sumiram-se. O veículo agora corria vertiginosamente dentro de uma névoa fosforescente. Era em vão que seus augustos olhos se abriam desmedidamente; não havia contornos, formas, onde eles pousassem. Consultou o relógio. Estava parado? Não; mas marcava a mesma hora, o mesmo minuto da sua saída da festa. — Cocheiro, onde vamos? Quis arriar as vidraças. Não pôde; queimavam. Redobrou os esforços, conseguindo arriar as da frente. Gritou ao cocheiro: — Onde vamos? Miserável, onde me levas? Apesar de ter o carro algumas vidraças arriadas, no seu interior fazia um calor de forja. Quando lhe veio esta imagem, apalpou bem, no peito, as grã-cruzes magníficas. Graças a Deus, ainda não se haviam derretido. O Leão da Birmânia, o Dragão da China, o Lingão da Índia estavam ali, entre todas as outras, intactas. — Cocheiro, onde me levas? Não era o mesmo cocheiro, não era o seu. Aquele homem de nariz adunco, queixo longo com uma barbicha, não era o seu fiel Manuel! — Canalha, pára, pára, senão caro me pagarás! O carro voava e o ministro continuava a vociferar: — Miserável! Traidor! Pára! Pára! Em uma dessas vezes voltou-se o cocheiro; mas a escuridão que se ia, aos poucos fazendo quase perfeita, só lhe permitiu ver os olhos do guia da carruagem, a brilhar de um brilho brejeiro, metálico e cortante. Pareceu-lhe que estava a rir-se. O calor aumentava. Pelos cantos o carro chispava. Não podendo suportar o calor, despiu-se. Tirou a agaloada casaca, depois o espadim, o colete, as calças... Sufocado, estonteado, parecia-lhe que continuava com vida, mas que suas pernas e seus braços, seu tronco e sua cabeça dançavam, separados. Desmaiou; e, ao recuperar os sentidos, viu-se vestido com uma reles "libré" e uma grotesca cartola, cochilando à porta do palácio em que estivera ainda há pouco e de onde, saíra triunfalmente, não havia minutos. Nas proximidades um coupé estacionava. Quis verificar bem as cousas circundantes; mas não houve tempo. Pelas escadas de mármore, gravemente, solenemente, um homem (pareceu-lhe isso) descia os degraus, envolvido no fardão que despira, tendo no peito as mesmas magníficas grã-cruzes... Logo que o personagem pisou na soleira, de um só ímpeto aproximou-se e, abjectamente, como se até ali não tivesse feito outra cousa, indagou: — Vossa Excelência quer o carro? Como esta há, na Bruzundanga, muitas outras "histórias" que correm de boca em boca e se transmitem de pai a filho. Os literatos, propriamente, aqueles de bons vestuários e ademanes de encomenda, não lhes dão importância, embora de todo não desprezem a literatura oral. Ao contrário: todos eles quase não têm propriamente obras escritas; a bagagem deles consta de conferências, poesias recitadas nas salas, máximas pronunciadas na intimidade de amigos, discursos em batizados ou casamentos, em banquetes de figurões ou em cerimônias escolares, cifrando-se, as mais das vezes, a sua obra escrita em uma plaquette de fantasias de menino, coletâneas de ligeiros artigos de jornal ou num maçudo compêndio de aula, vendidos, na nossa moeda, à razão de quinze ou vinte mil-réis o volume. Estes tais são até os escritores mais estimados e representativos, sobretudo quando empregam palavras obsoletas e são médicos com larga freguesia. São eles lá, na Bruzundanga, conhecidos por "expoentes" e não há moça rica que não queira casar com eles. Fazem-no depressa porque vivem pouco e menos que os seus livros afortunados. Há outros aspectos. Vamos ver um peculiar. O que caracteriza a literatura daquele país, é uma curiosa escola literária lá conhecida por "Escola Samoieda". Não que todo o escritor bruzundanguense pertença a semelhante rito literário; os mais pretensiosos, porém, e os que se têm na conta de sacerdotes da Arte, se dizem graduados, diplomados nela. Digo — "caracteriza", porque, como os senhores verão no correr destas notas, não há na maioria daquela gente uma profundeza de sentimento que a impila a ir ao âmago das cousas que fingem amar, de decifrá-las pelo amor sincero em que as têm, de querê-las totalmente, de absorvê-las. Só querem a aparência das cousas. Quando (em geral) vão estudar medicina, não é a medicina que eles pretendem exercer, não é curar, não é ser um grande médico, é ser doutor; quando se fazem oficiais do exército ou da marinha, não é exercer as obrigações atinentes a tais profissões, tanto assim que fogem de executar o que é próprio a elas. Vão ser uma ou outra cousa, pelo brilho do uniforme. Assim também são os literatos que simulam sê-lo para ter a glória que as letras dão, sem querer arcar com as dores, com o esforço excepcional, que elas exigem em troca. A glória das letras só as tem, quem a elas se dá inteiramente; nelas, como no amor, só é amado quem se esquece de si inteiramente e se entrega com fé cega. Os samoiedas, como vamos ver, contentam-se com as aparências literárias e a banal simulação de notoriedade, umas vezes por incapacidade de inteligência, em outras por instrução insuficiente ou viciada, quase sempre, porém, por falta de verdadeiro talento poético, de sinceridade, e necessidade, portanto, de disfarçar os defeitos com pelotiquices e passes de mágica intelectuais. Tendo convivido com alguns poetas samoiedas, pude estudar um tanto demoradamente os princípios teóricos dessa escola e julgo estar habilitado a lhes dar um resumo de suas regras poéticas e da sua estética. Esses poetas da Bruzundanga, para dar uma origem altissonante e misteriosa à sua escola, sustentam que ela nasceu do poema de um príncipe samoieda, que viveu nas margens do Ártico, nas proximidades do Óbi ou do Lena, na Sibéria, um original que se alimentava da carne de mamutes conservados há centenas de séculos nas geleiras daquelas regiões. Essa espécie de alimentação do longínquo príncipe poeta dava aos olhos de todos eles, singular prestígio aos seus versos e aos do fundador, embora pouco eles os conhecessem. O príncipe chamava-se Tuque-Tuque Fit-Fit e o seu poema Parikáithont Vakochan , o que quer dizer no nosso calão — O silêncio das renas no campo de gelo . Tuque-Tuque Fit-Fit era descrito pelos "samoiedas" da Bruzundanga como sendo uma beleza sem par e triunfal entre
Inhaltsverzeichnis
In dieser Ausgabe
- 01Full text
- 02Prefácio
- 03Capítulo especial
- 04I
- 05II
- 06III
- 07IV
- 08V
- 09VI
- 10VII
- 11VIII
- 12IX
- 13X
- 14XI
- 15XII
- 16XIII
- 17XIV
- 18XV
- 19XVI
- 20XVII
- 21XVIII
- 22XIX
- 23XX
- 24XXI
- 25XXII
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