ポルトガル語 エディション
文学
Triste Fim de Policarpo Quaresma
ポルトガル語 BooksWhale エディション · Lima Barreto
Uma sátira brasileira sobre patriotismo, burocracia, idealismo e desilusão política.
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本の紹介
Triste Fim de Policarpo Quaresma
Triste Fim de Policarpo Quaresma acompanha um funcionário idealista cuja devoção ao Brasil se choca com a realidade social e política. Lima Barreto une ironia, crítica e compaixão.
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Lima Barreto morreu em 1922, e Triste Fim de Policarpo Quaresma foi publicado em 1915; essas datas sustentam o domínio público desta edição em português.
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Triste Fim de Policarpo Quaresma
Lima Barreto
プレビュー章PREFÁCIOプレビュー
Policarpo Quaresma
“TRISTE” FIM do Major Quaresma, coroando uma triste vida, constitui o entrecho de uma novela à qual a imprensa do país não fez ainda a devida justiça, porventura pela simples razão de ser a imprensa quem menos lê. Já lhe basta, dirá ela, ter que fornecer o que ler. Entretanto nessa imprensa houve, há quinze anos passados, mais de um crítico que saudasse como uma revelação genial a aparição do Canaã. O que dizer então do romance do Senhor Lima Barreto, que lhe é em todos os sentidos cem vezes superior? Querem a prova? Qual dos tipos desenhados pelo Senhor Graça Aranha perdurará na memória mesmo dos intelectuais, como acontece com o Conselheiro Acácio, o João da Ega, o Dâmaso, o poeta Alencar? Em Milkau e em Lentz pretendeu o autor do Canaã simbolizar as tendências opostas da alma alemã, o idealismo e a força, mas representará isso um pensamento original, ou será antes o chavão batido por todo aspirante a observador das psicologias estranhas? O que faz a superioridade olímpica de Goethe, senão a combinação perfeita daqueles dois elementos? Entretanto o Major Quaresma viverá na tradição, como um Dom Quixote nacional. Ambos são tipos de optimistas incuráveis, porque acreditam que os males sociais e sofrimentos humanos podem ser curados pela mais simples e ao mesmo tempo mais difícil das terapêuticas, que é a aplicação da justiça da qual um e outro se arvoraram paladinos. Um levou sovas por querer proteger os fracos; o outro foi fuzilado por querer na sua bondade salvar inocentes. Visionários ambos: assim tratou o marechal de ferro o seu amigo Quaresma e trataria Dom Quixote, se houvesse lido Cervantes.
O romance do Senhor Lima Barreto, se não alvorotou a imprensa, impressionou fortemente quantos o leram. Não tenho ouvido a tal respeito uma opinião discrepante. É um grande livro, por consenso comum. A única pecha de que o tenho ouvido culpar, não me parece absolutamente justa. Refere-se à linguagem, ou melhor ao estilo, julgado menos cuidado e por vezes incorreto, por ser a linguagem simples e propositalmente desataviada. Por idêntico motivo era Eça de Queirós no começo tachado de escrever mal. O Senhor Lima Barreto procura felizmente não escrever bonito: antes, mil vezes antes, singelo, familiar mesmo, do que pernóstico.
O fato porém é que o autor conta até felizes achados de expressão traduzindo felicíssimos conceitos, como por exemplo, a oradora da delegação patriótica a Floriano; de busto curto, agitando o leque, “sem se poder dizer bem qual sua cor ou sua raça, tantas nela andavam que uma escondia a outra”, desafiando a classificação; ou Oo Almirante Caldas, que achava difícil manobrar com um navio mas fácil comandar uma esquadra, porque para isso bastava bravura; ou ainda o Tenente Fontes que, quando o major Quaresma queria regular os tiros cientificamente, pela distância, pela alça, pelo ângulo, exclamava que o seu superior pensava estar num polígono, quando a questão era de “fogo para diante”.
O Senhor Lima Barreto não se dá ao luxo, por vezes espaventoso, de rebuscadas psicologias. Ao leitor deixa ele reconstituir o caráter dos seus personagens: o leitor porém o pode fazer sem fadiga, naturalmente, quase instintivamente, com os elementos postos à sua disposição — observações passageiras, fragmentos de diálogos, notações rápidas de sentimentos. De tudo isso se deriva uma psicologia completa, que melhor se grava no nosso espírito do que se fosse feita por meio de sutil e detalhada análise. Alguém comparou um dia um romance de Bourget com um retrato de Velázquez, psicólogos ambos de ara penetração, mas eu sempre prefiro o retrato de Velázquez.
プレビュー章PRIMEIRA PARTEプレビュー
PRIMEIRA PARTE
目次
このエディションの内容
- 01Full text
- 02PREFÁCIO
- 03PRIMEIRA PARTE
- 04A Lição de Violão
- 05Reformas Radicais
- 06A Notícia do Genelício
- 07Desastrosas Consequências de um Requerimento
- 08O Bibelot
- 09SEGUNDA PARTE
- 10No “Sossego”
- 11Espinhos e Flores
- 12Golias
- 13O Trovador
- 14TERCEIRA PARTE
- 15Patriotas
- 16Você, Quaresma, é um Visionário
- 17...E Tornaram Logo Silenciosos...
- 18O Boqueirão
- 19A Afilhada