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Letteratura
Sonhos d’ouro
Edizione BooksWhale in portoghese di José de Alencar
A Brazilian romantic novel about ambition, love, social mobility, and the dreams that collide with inherited wealth and class expectations.
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Sonhos d’ouro
Alencar follows characters whose emotional choices are shaped by the desire for a better future. The novel combines urban society, romantic suspense, and a critique of the assumptions surrounding money and status.
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The original Portuguese work was published in 1872 and the author died in 1877; the source edition must remain the original-language public-domain text without a modern translation.
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Sonhos d’ouro
José de Alencar
Sonhos D'ouro por José de Alencar Capítulo I Capítulo II 134329 Sonhos D'ouro — Capítulo I José de Alencar O sol ardente de fevereiro dourava as lindas serranias da Tijuca. Que formosa manhã! O céu arreava-se do mais puro azul; o verde da relva e da folhagem sorria entre as gotas de orvalho, cambiando aos toques da luz. Frocos de névoa, restos da cerração da noite, cingiam ainda os píncaros mais altos da montanha, como pregas de véu flutuante, ao sopro da brisa, pelas espáduas das lindas amazonas, que durante o verão costumam percorrer aquelas amenas devesas.
Seriam sete horas. Um passeador solitário seguia a pé e distraidamente por um dos muitos caminhos que se cruzam em várias direções pela encosta ocidental da montanha. Levava ele embaixo do braço esquerdo um álbum de desenho, naturalmente destinado à cópia das magníficas perspectivas, que oferecem a cada passo as quebradas da serrania. Era moço de 28 anos. Seu rosto de traços nobres não tinha decerto a beleza correta e artística do tipo clássico, nem a faceirice de certos casquilhos, príncipes da moda: apresentava porém uma fisionomia simpática e distinta. O olhar sobretudo, que é o sol d'alma, lhe esclarecia a larga fonte pensativa de reflexos inteligentes.
Trajava com extrema simplicidade. Tinha um vestuário completo, ou no jargão parisiense dos alfaiates, um costume ainda bem conservado e decente, apesar de um tanto fanado na gola. Notava-se a ausência completa do ouro: a abotoadura era toda de marfim; e não se via sinal de relógio. Depois de alguns minutos de passeio, o moço, cujos olhos iam percorrendo com indiferença as bordas do caminho, de um e outro lado alternadamente, desviou-se do trilho batido e seguiu por dentro do mato. Mal tivera tempo de sumir-se entre a ramagem do arvoredo, quando ouviu-se o tropel de um cavalo que passou a galope. Enfiando o olhar por entre as folhas, pôde ver o cavaleiro, o qual era rapaz de 21 anos, de belo parecer e maneiras agradáveis. Montava um cavalo castanho.
— Fábio! O cavaleiro colheu prontamente as rédeas, fazendo estacar a montaria, e voltou-se duvidoso para ver se com efeito o haviam chamado, como lhe parecera. A rapidez do galope e a repercussão do solo tinham impedido que ouvisse distintamente a voz do passeador a pé: — Que milagre!... Hoje madrugaste!... — Ah! És tu, Ricardo?! exclamou o cavaleiro retribuindo o sorriso. Vou à Vista dos Chins com uns rapazes que estão aí no hotel do
Jourdain. Convidaram-me ontem à noite. É um piquenique! Queres ir também? — Só se partíssemos ao meio o Galgo, observou Ricardo, alisando a linda anca do cavalo. — Dou-te garupa! replicou Fábio gracejando. — Obrigado!... Luisinha teria ciúmes. — Bem; vai romantizar com as flores, que os sujeitos estão à minha espera. Talvez já chegue tarde! Digam lá o que quiserem. Um homem deve se dar a respeito, e não comparar-se com os animais e os carroceiros que deitam-se de dia e acordam-se de noite.
Atirando esse gracejo, Fábio deu de rédeas ao animal e partiu a galope. — Olha o Galgo, hem! gritou Ricardo. — Com efeito!... nem de Bela tens tanto cuidado! Ricardo sorriu, e acompanhou com os olhos o amigo até que sumiu-se na volta do caminho. Não era porém o cavaleiro, apesar de elegante, o que prendia a atenção do passeador, e sim o cavalo cuja fina roupagem castanha brilhava aos reflexos do sol. A esbelteza das formas esgalgadas e o garbo dos movimentos fáceis e vivos, lhe tinham merecido o lindo nome dado pelo dono.
Quando o vulto airoso do cavalo encobriu-se por detrás da folhagem de uma árvore que interceptou-lhe a vista, Ricardo, abafando um suspiro involuntário, desviou-se novamente do caminho ao qual voltara para falar com o amigo. Às vezes o pensamento do moço vagava de um a outro objeto, desta àquela moita, do ramo ao tronco, da folha à raiz, como se procurasse um ponto qualquer onde se fixasse, distraindo-se das ideias e recordações do íntimo. Outras vezes, depois de adejar como uma borboleta, o espírito do solitário passeador recolhia-se insensivelmente, e abstraía-se de quanto o cercava, para envolver-se nos refolhos d'alma.
Capitolo in anteprimaCapítulo VII Sonhos D'ouro por José de Alencar Capítulo VIII Capítulo IX 134329 Sonhos D'ouro — Capítulo VIII José de Alencar Deixando a mesa do almoço, as pessoas reunidas em casa do Soares espalharam-se pela sala, varanda e jardim, formando grupos. As senhoras ficaram na sala, vendo álbuns e figurinos, conversando sobre modas, ou tocando e cantando. Alguns cavalheiros resistiam ao perfume do havana para gozarem por mais tempo da amável companhia das moças. Outros, para voltarem mais cedo, saboreavam já o seu charuto, passeando no jardim, defronte das janelas, por onde às vezes intervinham na conversação.Anteprima
Na varanda os capitalistas e negociantes discutiam sobre o estado da praça; apreciavam as transações mais importantes da semana finda; faziam conjeturas sobre a alta e baixa do câmbio, caindo por fim no assunto inesgotável de todas as conversas daquele tempo, por ser a preocupação constante de todos os espíritos: a conclusão da Guerra do Paraguai, que o intrépido Câmara acaba de selar com a última vitória. Além, desdobravam-se as mesas de jogo à espera dos apaixonados do solo e voltarete; mais longe, se ajustavam passeios a pé e a cavalo, ou visitas aos hóspedes do amável Sr. Bennett.
Em toda essa reunião de pessoas havia dois pontos para os quais convergia a atenção: eram o Soares e a filha. Os espíritos positivos, os homens de negócio, os soldados da cruzada fanática do ouro, que é a grande preocupação do século atual, esses infatigáveis obreiros do dinheiro contemplavam o capitalista como um herói ou como um gênio, como o César ou o Napoleão da praça. O comendador representava a seus olhos o símbolo ou mito da riqueza, como Hércules o era da força.
A rapidez com que Soares, de simples dono de um armarinho, se elevara a milionário por uma série de operações lícitas, mas combinadas com tino superior e executadas com incrível arrojo; o milagre dessa riqueza colossal honestamente acumulada em cerca de vinte anos, enchia de admiração não só os neófitos no culto do bezerro de ouro, como os mesmos negociantes já possuidores de algumas centenas de contos. As vistas fitavam-se com afinco no rosto franco e prazenteiro do capitalista, que se lhes afigurava o dinheiro encarnado, o milhão feito homem. Estudavam sua fisionomia, aprendiam seus menores gestos, decoravam suas palavras ainda banais. O Soares tinha em si o grande segredo de ganhar dinheiro; talvez o precioso condão da riqueza estivesse em
alguma particularidade de sua pessoa e fosse possível a um homem hábil surpreendê-lo. Esforçavam-se pois em imitar aquele tipo de milionário improvisado. Um tinha notado que ele trazia sapatões de bico espalmado, feitos em uma tenda da Travessa do Carmo. Pensando que o segredo podia estar nisso, recorreu ao freguês antigo do capitalista para lhe fazer calçado em tudo igual. Outro observara que o Soares trazia uma pequena caixa oval cheia de rapé, não para tomar, mas simplesmente para cheirar.
Havia gente que não só copiava o milionário no vestuário e nos hábitos, como até na comida. Um chegou a convencer-se que o feijão preto e o lombinho de porco tinham virtude aurífera; e apontava a província de Minas como a prova do fenômeno. De seu lado, Guida era naquele céu o astro da beleza, de que as outras moças não passavam de satélites. Em torno dela giravam os cavalheiros elegantes, todos aqueles que não tinham resumido a sua existência no balcão,
e ainda se ocupavam de música, de arte e de sentimento. Para esses o dinheiro não é um fim, como para os primeiros, os cruzados do século; é meio apenas de obter o gozo; é um engaste para o prazer. Assim uma mulher bonita na pobreza parece uma crisólita embutida em estanho; na riqueza, torna-se uma pérola cercada de diamantes. Os olhares desta parte da sociedade acompanhavam os movimentos de Guida com admiração e insistência igual à dos adoradores do dinheiro encarnado na pessoa de Soares. Ela também representava o mito do século, o milhão. Se o pai figurava o milhão feito homem, ela era o milhão feito anjo; o ouro convertido em luz, a libra esterlina transformada em estrela, o bilhete do banco adquirindo de repente a graça diáfana da asa de borboleta.
Capitolo in anteprimaCapítulo XIII Sonhos D'ouro por José de Alencar Capítulo XIV Capítulo XV 134329 Sonhos D'ouro — Capítulo XIV José de Alencar Que luzida companhia desfila pela estrada do Jardim? Assim é conhecido o caminho que serpeja pelas encostas da serra da Tijuca, e contornando a base da montanha desde a Cruz, no alto da Boa Vista, vai morrer nas praias de Copacabana. Cerca de dez cavaleiros, entre os quais elegantes amazonas, baralham-se na marcha ligeira e trote dos fogosos cavalos, soltando à brisa da manhã e aos ecos das quebradas, exclamações de prazer, réplicas joviais, e o saboroso riso da alegria descuidosa.Anteprima
A uma quadra de distância aprecia outro pequeno grupo, do qual cavaleiros e cavalgaduras faziam com o primeiro absoluto contraste. Era figura proeminente nele Mrs. Trowshy, flanqueada à direita pelo Visconde da Aljuba, e à esquerda pelo Sr. Benício, um dos mais assíduos comensais da casa do comendador. Seguia-os à cola o Sr. Daniel, como sempre metido naquele sério e empertigado, que lhe servia de estojo. Os quatro iam montados em mulas baias, que no mais cadente chouto os chocalhava dentro das roupas e da pele, como sacos metidos em bruacas. Por vezes Mrs. Trowshy, amiga da palestra, buscou travar conversa com o visconde; mas a voz, já prestes a sair da boca aberta, com o solavanco afundou-se-lhe pela garganta abaixo; e não houve meio de tirar senão um gorgotão.
Condenados assim ao silêncio forçado, e sacolejados até o âmago, os quatro companheiros de passeio, temendo esbroarem-se com o trote infernal, haviam tentado cada um por sua conta moderar o ardor à respectiva mula; mas fora baldado o intento. As baias estavam apostadas, e não havia modo de dobrar-lhes os queixos, por mais que puxassem dos freios. Se uma parasse, todas a imitariam; mas aí estava a dificuldade, que nenhuma queria ser a primeira; entendiam lá entre si que a sua dignidade burresca sofreria com semelhante condescendência.
Afinal a inglesa não pôde mais com o vascolejo, que estava por um triz a sacudi-la pela boca fora; pediu socorro ao Sr. Daniel, que também se via nos mesmos apertos. — Se... nhor, nhor, nhor... Da... ni, ni, ni... Ouvindo afrautar-se a voz de Mrs. Trowshy à maneira de fuga entre bemol e sustenido, pensou o criado que a mestra ensaiava alguma ária italiana, onde figurasse um tenor com o seu nome, o que lhe fazia lá por dentro umas cócegas mui gostosas.
Foi quando a última sílaba de seu nome, depois de gargarejar algum tempo na sonora laringe da professora, e rompendo afinal dos queixos britanicamente cerrados como uma bala raiada, vibrou um grito de angústia, que o Sr. Daniel, subitamente arrancado ao seu enlevo, compreendeu o susto da mestra. No trêmulo olhar que lhe permitia o chouto valente da mula, viu o grosso volume da inglesa aos trambolhões na sela, e por tal modo, que ia a despencar-se ao chão, e só por milagre escapara até aquele momento.
Bem quis o Daniel parar a mula e apear-se para acudir a tempo; mas ainda uma vez convenceu-se que nem sempre governa o de cima. Quando ruminava essa reflexão filosófica, ouviu-se um gemido, e a inglesa adernando então completamente como uma corveta inglesa de quarenta canhões, despenhou-se da sela abaixo. Deu-se nesta ocasião, porém, um incidente, que precisa de explicação. As mulas em que vinham os quatro companheiros de passeio, eram as baias do tiro do Comendador Soares, acostumadas a trabalhar juntas, quando a vitória ia à Tijuca ou ao Jardim, puxada a quatro. Naquela manhã, crescendo o número
dos passeantes, foi necessário recorrer a esses animais, que passavam por dar sela. A Gatinha, que era a mão da primeira parelha, tocou a Mrs. Trowshy; e a Sinhá, sua companheira, ao Daniel. Da segunda parelha deram a da mão ao visconde, que por exceção naquele domingo arvorou-se em passeante, e meteu-se no meio da rapaziada; a da sela ficou para o Benício. Ora, desde o princípio do passeio que as mulas procuravam emparelhar-se, como de costume; mas a Gatinha, fustigada pela inglesa, metera-se entre as duas da outra parelha; e a Sinhá, a quem o Daniel trazia bem esticada a rédea, era obrigada a ficar atrás.
Com o susto, soltou o criado de todo a rédea; de modo que a Sinhá, metendo o focinho, alongou-se pelos ilhais da companheira, e tão a tempo, que o busto respeitável da matrona, ao virar de querena, encontrou o toro magriço mas rijo do Daniel, que lhe serviu de espeque. Emparelhadas e de rédeas soltas, as duas mulinhas despregaram pelo macadame um trote bonito, que era o orgulho do cocheiro do Soares, mas nesse momento causava o desespero do Daniel, agarrado ao arção para escorar a rotunda que desabara sobre ele.
Indice
In questa edizione
- 01Full text
- 02Capítulo VII Sonhos D'ouro por José de Alencar Capítulo VIII Capítulo IX 134329 Sonhos D'ouro — Capítulo VIII José de Alencar Deixando a mesa do almoço, as pessoas reunidas em casa do Soares espalharam-se pela sala, varanda e jardim, formando grupos. As senhoras ficaram na sala, vendo álbuns e figurinos, conversando sobre modas, ou tocando e cantando. Alguns cavalheiros resistiam ao perfume do havana para gozarem por mais tempo da amável companhia das moças. Outros, para voltarem mais cedo, saboreavam já o seu charuto, passeando no jardim, defronte das janelas, por onde às vezes intervinham na conversação.
- 03Capítulo XIII Sonhos D'ouro por José de Alencar Capítulo XIV Capítulo XV 134329 Sonhos D'ouro — Capítulo XIV José de Alencar Que luzida companhia desfila pela estrada do Jardim? Assim é conhecido o caminho que serpeja pelas encostas da serra da Tijuca, e contornando a base da montanha desde a Cruz, no alto da Boa Vista, vai morrer nas praias de Copacabana. Cerca de dez cavaleiros, entre os quais elegantes amazonas, baralham-se na marcha ligeira e trote dos fogosos cavalos, soltando à brisa da manhã e aos ecos das quebradas, exclamações de prazer, réplicas joviais, e o saboroso riso da alegria descuidosa.
- 04Capítulo XV Sonhos D'ouro por José de Alencar Capítulo XVI Capítulo XVII 134329 Sonhos D'ouro — Capítulo XVI José de Alencar Próximo à crista da montanha, onde o caminho talhando-lhe o cimo, começa a descambar para a vertente, deu-se um pequeno acidente que só notaram três pessoas, além daquelas entre quem se passou. — Pode fechar! disse D. Guilhermina para Fábio indicando-lhe com o olhar o chapéu de sol. O senhor deve estar cansado!
- 05Capítulo XVI Sonhos D'ouro por José de Alencar Capítulo XVII Capítulo XVIII 134329 Sonhos D'ouro — Capítulo XVII José de Alencar Devorou Ricardo em completa disparada o lanço do caminho, até a garganta onde sumira-se o Galgo levando a moça, talvez já de rasto. Ao entrar no estreito passo, ainda pôde ele ver de relance o vulto de Guida que passava como uma sombra, por defronte do bambuzal. Ferrando de novo as esporas em Edgard admirado daquela aspereza, o mancebo, sem perder a calma de que tanto precisava, fez um último esforço para alcançar o Galgo, cortar-lhe a dianteira, e evitar a desgraça iminente.
- 06Capítulo XVII Sonhos D'ouro por José de Alencar Capítulo XVIII Capítulo XIX 134329 Sonhos D'ouro — Capítulo XVIII José de Alencar Quando supôs que o farrancho devia ir longe, Ricardo montou no Galgo e seguiu a passo. — Decididamente esta sociedade não me convém, e eu estou fazendo aqui uma triste figura: a figura de um estafermo num baile de máscaras, ou de um enfermo em dieta à mesa do banquete. Há certas loucuras e vícios da sociedade, em que o homem deve tornar-se cúmplice, sob pena de passar por grosseiro ou imbecil. A mim nem ao menos resta a consolação do dilema; na opinião desta gente já tenho direito incontestável à dupla qualificação. Imbecil, porque me falta o jeito
- 07Capítulo XVIII Sonhos D'ouro por José de Alencar Capítulo XIX Capítulo XX 134329 Sonhos D'ouro — Capítulo XIX José de Alencar Com a arrancada do machinho, bem a contragosto do Benício, ficaram outra vez sós os dois moços. Mas a poucos passos de distância cruza a volta que desce para o vale. — Aqui, peço licença para separar-me, disse Ricardo. — Não passa o dia conosco? — Há de me desculpar; tenho necessidade de estar em casa.
- 08Capítulo XXIV Sonhos D'ouro por José de Alencar Capítulo XXV Capítulo XXVI 134329 Sonhos D'ouro — Capítulo XXV José de Alencar Trila o piano. As notas frescas, brilhantes e vivazes de um romance de Schubert se escapam em enxames pelas janelas, voluteando, como os coleiros que esvoaçam pelo jardim, entre os ramos floridos dos resedás. Eram onze horas. Mrs. Trowshy, sentada junto à mesa carregada de livros, mapas e outros objetos, espera gravemente que Guida se resolva a começar a lição; mas a menina inteiramente embebida na execução da música, nem se lembra da mestra.
- 09Capítulo XXXI Sonhos D'ouro por José de Alencar Capítulo XXXII Carta ao editor 134329 Sonhos D'ouro — Capítulo XXXII José de Alencar Depois da entrevista de Andaraí, Guida e Ricardo encontraram-se frequentemente na sociedade. O advogado, cujo escritório rendia para lhe permitir mais que a decência, sem sacrifício de alguma economia, procurava nas salas e reuniões o sossego de espírito que não encontrava em seu gabinete de trabalho, e nos passeios solitários pela calada da noite.
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