BooksWhaleBooksWhale
Casa de pensão cover

葡萄牙语 版本

文学

Casa de pensão

葡萄牙语 BooksWhale 版本 · Aluísio Azevedo

Um estudante provinciano entra numa pensão carioca marcada por desejo, dinheiro e degradação social.

预览
文本节选
格式
在线阅读, EPUB, PDF
访问
Library 获取

图书简介

Casa de pensão

Casa de pensão segue Amâncio, jovem maranhense no Rio de Janeiro, enquanto estudo, ambição, exploração afetiva e vida de pensão o empurram para uma tragédia social. Aluísio Azevedo observa costumes urbanos, sexualidade, família, interesse financeiro e determinismo naturalista com energia crítica.

BooksWhale 版本

此版本如何整理

此版本基于公版文本,并由 BooksWhale 整理为适合数字阅读的版本。

公版依据

为什么此版本可以分享

Aluísio Azevedo morreu em 1913 e Casa de pensão foi publicada em 1884. Essas datas sustentam o domínio público do texto original em português usado nesta edição.

阅读预览

文本节选

预览选自整理后的阅读文本。

预览章节Full text阅读预览

Casa de pensão

预览章节Capítulo I预览

Seriam onze horas da manhã.

O Campos, segundo o costume, acabava de descer do almoço e, a pena atrás da orelha, o lenço por dentro do colarinho, dispunha-se a prosseguir no trabalho interrompido pouco antes. Entrou no seu escritório e foi sentar-se à secretária.

Defronte dele, com uma gravidade oficial, empilhavam-se grandes livros de escrituração mercantil. Ao lado, uma prensa de copiar, um copo de água, sujo de pó, e um pincel chato; mais adiante, sobre um mocho de madeira preta, muito alto, via-se o Diário deitado de costas e aberto de par em par.

Tratava-se de fazer a correspondência para o Norte. Mal, porém, dava começo a uma nova carta, lançando cuidadosamente no papel a sua bonita letra, desenhada e grande, quando foi interrompido por um rapaz, que da porta do escritório lhe perguntou se podia falar com o Sr. Luís Batista de Campos.

— Tenha bondade de entrar, disse este.

O rapaz aproximou-se das grades de cedro polido que o separavam do comerciante.

Era de vinte anos, tipo do Norte, franzino, amorenado, pescoço estreito, cabelos crespos e olhos vivos e penetrantes se bem que alterados por um leve estrabismo.

Vestia casimira clara, tinha um alfinete de esmeralda na camisa, um brilhante na mão esquerda e uma grossa cadeia de ouro sobre o ventre. Os pés, coagidos em apertados sapatinhos de verniz, desapareciam-lhe casquilhamente nas amplas bainhas da calça.

— Que deseja o senhor? perguntou Campos, metendo de novo a pena atrás da orelha e pousando um pedaço de papel mata-borrão sobre o trabalho.

O moço avançou dois passos, com ar muito acanhado, o chapéu de pelo seguro por ambas as mãos, a bengala debaixo do braço.

— Desejo entregar esta carta, disse, cada vez mais atrapalhado com o seu chapéu e a sua bengala, sem conseguir tirar da algibeira um grosso maço de papéis que levava.

Não havia onde pôr o maldito chapéu, e a bengala tinha-lhe já caído no chão, quando Campos foi em seu socorro.

— Cheguei hoje do Maranhão, acrescentou o provinciano, sacando as cartas finalmente.

As últimas palavras do moço pareciam interessar deveras o negociante, porque este, logo que as ouviu, passou a considerá-lo da cabeça aos pés, e exclamou depois:

— Ora espere... O senhor é o Amâncio!

O outro sorriu, e, entregando-lhe a carta, pediu-lhe com um gesto que a lesse.

Não foi preciso romper o sobrescrito, porque vinha aberta.

— É de meu pai... disse Amâncio.

— Ah! é do velho Vasconcelos?... Como vai ele?

— Assim, assim... O que o atrapalha mais é o reumatismo. Agora está em uso da Salça-ecaroba, do Holanda.

— Coitado! lamentou Campos com um suspiro — Ele sofre há tanto tempo!...

E passou a ler a carta depois de dar uma cadeira a Amâncio, que já estava para dentro das grades.

— Pois, sim, senhor! disse ao terminar a leitura. — Está o meu amigo na Corte, e homem! Como corre o tempo!...

Amâncio tornou a sorrir.

— Parece que ainda foi outro dia que o vi, deste tamanho, a brincar no armazém de seu pai.

E mostrou com a mão aberta o tamanho de Amâncio naquela época.

— Foi há seis anos, observou o moço, limpando o suor que lhe corria abundante pelo rosto.

Fez-se uma pequena pausa e em seguida Campos falou do muito que devia ao falecido irmão e sócio do velho Vasconcelos; citou os obséquios que lhe merecera; disse que encontrara nele "um segundo pai" e terminou perguntando quais eram as intenções de Amâncio na Corte. — Se vinha estudar ou empregar-se.

— Estudar! acudiu o provinciano.

Queria ver se era possível matricular-se ainda esse ano na Escola de Medicina. Não negava que se havia demorado um pouquinho nos preparatórios... mas seria dele a culpa?... Só com umas sezões que apanhara na fazenda da avó, perdera três anos...

目录

本版本内容

  1. 01Full text
  2. 02Capítulo I

语言版本

其他语言

其他语言版本尚未发布。相关版本上线后,会在这里显示链接。

请求其他语言版本

Casa de pensão

会员 $9.99 / 年 · 获取权益

预览加入