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O mistério da estrada de Sintra
葡萄牙语 BooksWhale 版本 · Eça de Queirós & Ramalho Ortigão
Um romance epistolar de mistério, crime, viagem e suspense escrito por Eça de Queirós e Ramalho Ortigão.
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图书简介
O mistério da estrada de Sintra
O mistério da estrada de Sintra nasceu como folhetim e joga com cartas, pistas, crime, deslocamento e sensação jornalística. A colaboração de Eça de Queirós e Ramalho Ortigão cria um romance de intriga moderno e espirituoso.
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Eça de Queirós morreu em 1900 e Ramalho Ortigão morreu em 1915; O mistério da estrada de Sintra foi publicado em 1870, o que sustenta o domínio público do texto português.
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O mistério da estrada de Sintra
Eça de Queirós e Ramalho Ortigão
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O MISTÉRIO DA ESTRADA DE SINTRA
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(em parceria com RAMALHO ORTIGÃO)
improvisar este livro, um em Leiria, outro em Lisboa, cada um de nós com
uma resma de papel, a sua alegria e a sua audácia.
Parece que Lisboa efetivamente despertou, pela simpatia ou pela curiosidade, pois que tendo lido na larga tiragem do Diário de Noticias o Mistério da Estrada de Sintra, o comprou ainda numa edição em livro; e hoje manda-nos V. as provas de uma terceira edição, perguntando-nos o que pensamos da
obra escrita nesses velhos tempos, que recordamos com saudade...
Havia já então terminado o feliz reinado do senhor D. João VI. Falecera o simpático Garção, Tolentino o jucundo, e o sempre chorado Quita. Além do Passeio Publico, já nessa época evacuado como o resto do país pelas tropas de Junot, encarregava-se também de falar ás imaginações o Sr. Otave Feuilet. O nome de Flaubert não era familiar aos folhetinistas. Ponson du Terrail
trovejava no Sinai dos pequenos jornais e das bibliotecas económicas. O Sr.
Jules Claretie publicava um livro intitulado... (ninguém hoje se lembra do titulo) do qual diziam comovidamente os críticos: — Eis aí uma obra que há
de ficar!... Nós, enfim, eramos novos.
O que pensamos hoje do romance que escrevemos há quatorze anos»... Pensamos simplesmente — louvores a Deus! — que ele é execrável; e nenhum de nós, quer como romancista, quer como critico, deseja, nem ao seu pior inimigo, um livro igual. Porque nele há um pouco de tudo quanto um romancista lhe não deveria pôr e quase tudo quanto um critico lhe deveria
tirar.
Poupemo-lo — para o não agravar fazendo-o em três volumes — á enumeração de todas as suas deformidades! Corramos um véu discreto sobre os seus mascarados de diversas alturas, sobre os seus médicos misteriosos, sobre os seus louros capitães ingleses, sobre as suas condessas fatais, sobre os seus tigres, sobre os seus elefantes, sobre os seus hiantes em que se arvoram, como pavilhões do ideal, lenços brancos de cambraia e renda, sobre os seus sinistros copos de ópio, sobre os seus cadáveres elegantes, sobre as suas toiletes românticas, sobre os seus cavalos esporeados por cavaleiros de capas alvadias desaparecendo envoltos no pó das fantásticas aventuras pela
Porcalhota foral...
Todas estas coisas, aliás simpáticas, comoventes por vezes, sempre sinceras,
desgostam todavia velhos escritores, que há muito desviaram os seus olhos
das perspetivas enevoadas da sentimentalidade, para estudarem pacientemente
e humildemente as claras realidades da sua tua.
Como permitimos pois que se republique um livro que sendo todo de imaginação, cismando e não observado, desmente toda a campanha que temos
feito pela arte de análise e de certeza objetiva?
Consentimo-lo porque entendemos que nenhum trabalhador deve parecer
envergonhar-se do ser trabalho.
Conta-se que Murat, sendo rei de Nápoles, mandara pendurar na sala do trono o seu antigo chicote de postilhão, e muitas vezes, apontando para o cetro mostrava depois o açoite, gostando de repetir: Comecei por ali. Esta gloriosa história confirma o nosso parecer, sem com isto querermos dizer que ela se aplique ás nossa pessoas. Como trono temos ainda a mesma velha cadeira em que escrevíamos há quinze anos; não temos dossel que nos cubra; e as nossas cabeças, que embranquecem, não se cingem por enquanto de coroa alguma,
nem de louros, nem de Nápoles.
Para nossa modesta satisfação basta-nos não ter cessado de trabalhar um só dia desde aquele em que datámos este livro até o instante em que ele nos reaparece inesperadamente na sua terceira edição, com um petulante arzinho
de triunfo que, á fé de Deus, não lhe vai mal!
Então, como agora, escrevíamos honestamente, isto é, o melhor que podíamos: desse amor da perfeição, que é a hontradez dos artistas, veio talvez
目录
本版本内容
- 01Full text
- 02O MISTÉRIO DA ESTRADA DE SINTRA
- 03EÇA DE QUEIRÓS
- 04PRIMEIRA PARTE
- 05EXPOSIÇÃO DO DOUTOR
- 06CAPÍTULO I
- 07CAPÍTULO II
- 08CAPÍTULO HI
- 09CAPÍTULO IV
- 10CAPÍTULO V
- 11CAPÍTULO VI
- 12canto, como arremessado. O paletó estava caído ao pé da cama.
- 13CAPÍTULO VII
- 14SEGUNDA PARTE
- 15INTERVENÇÃO DE Z.
- 16CAPÍTULO I
- 17TERCEIRA PARTE
- 18DE F... AO MÉDICO
- 19CAPÍTULO I
- 20CAPÍTULO II
- 21CAPÍTULO HI
- 22CAPÍTULO IV
- 23QUARTA PARTE
- 24NARRATIVA DO MASCARADO ALTO
- 25CAPÍTULO I
- 26CAPÍTULO II
- 27CAPÍTULO HI
- 28CAPÍTULO IV
- 29CAPÍTULO V
- 30CAPÍTULO VI
- 31CAPÍTULO VII
- 32CAPÍTULO VII
- 33CAPÍTULO IX
- 34CAPÍTULO X
- 35parte-os aos bocadinhos e enterra-os na areia!
- 36CAPÍTULO XI
- 37CAPÍTULO XII
- 38CAPÍTULO XII
- 39CAPÍTULO XIV
- 40CAPÍTULO XV
- 41QUINTA PARTE
- 42AS REVELAÇÕES DE A. M. €.
- 43CAPÍTULO I
- 44CAPÍTULO II
- 45CAPÍTULO HI
- 46CAPÍTULO IV
- 47CAPÍTULO V
- 48CAPÍTULO VI
- 49SEXTA PARTE
- 50A CONFISSÃO DELA
- 51CAPÍTULO I
- 52CAPÍTULO II
- 53CAPÍTULO HI
- 54CAPÍTULO IV
- 55CAPÍTULO V
- 56CAPÍTULO VI
- 57CAPÍTULO VII
- 58CAPÍTULO VII
- 59CAPÍTULO IX
- 60CAPÍTULO X
- 61SÉTIMA PARTE
- 62CONCLUEM AS REVELAÇÕES DE A. M. €C.
- 63CAPÍTULO I
- 64CAPÍTULO II
- 65A ÚLTIMA CARTA