
Portuguese Edition
Literature
Contos tradicionais do povo português
Portuguese BooksWhale Edition by Teófilo Braga
Contos maravilhosos, lendas, casos e fábulas recolhidos por Teófilo Braga revelam a diversidade narrativa das tradições populares portuguesas.
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Book introduction
Contos tradicionais do povo português
Teófilo Braga reúne narrativas transmitidas em diferentes regiões de Portugal e nas ilhas, aproximando contos de fadas, histórias exemplares, lendas e fábulas de animais. Reis, raposas, raparigas perseguidas e viajantes astutos partilham um universo de provas e transformações. Esta edição apresenta as narrativas dos dois volumes e os estudos introdutórios, sem o aparato de notas comparativas, preservando a linguagem histórica da recolha.
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Teófilo Braga morreu em 1924; a obra foi publicada em 1883. Utiliza-se o original português em domínio público, sem notas ou acrescentos editoriais modernos.
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No plano do nosso vasto inquerito das tradições portuguezas, que temos realisado archivando-as em collecções impressas sob o titulo de Cancioneiro e Romanceiro geral portuguez (1867), entrava como parte integrante um outro corpo contendo o Novellario e Adagiario nacional. Nos Estudos da Edade Media (1870), iniciámos pois esta ordem de investigações, com os contos das Trez Cidras do Amor e Cacheirinha, embora com o defeito dos arrebiques de phrase romantica; continuámos trabalhando, e já em 1871, nas Epopêas mosarabes (pag. 96) promettemos o livro das Lendas, Tradições e Contos portuguezes do seculo XII a XIX. Em um artigo sobre a litteratura dos contos populares em Portugal, publicado em 1877 na Rivista de Letteratura Popolare, de Roma, e na Evolução, de Coimbra (n.os 10, 11 e 12), tornámos a alludir á nossa collecção: «Este bréve estudo servirá de introducção a uma serie de contos que temos colligido das ilhas dos Açores, nas provincias da Extremadura e do Minho, e que publicaremos mais tarde.» Fixamos estes dados para deixar bem patente que nos não atravessamos no caminho de outros collectores, e que obedecemos a um plano fundamental que, uma vez terminado, constituirá a Bibliotheca das Tradições portuguezas, base organica sobre que fomos creando a Historia da Litteratura portugueza (1871 a 1881). Por estes estudos da tradição popular preparámo-nos para a comprehensão do genio nacional e para a posse de uma disciplina de critica. A mutua relação entre as concepções anonymas e a obra individual existiu vagamente entrevista no nosso espirito, antes de chegarmos á comprehensão do seu alto valor scientifico. Todo o nosso progresso litterario deriva d’esta comprehensão.
A demora da publicação dos Contos tradicionaes do povo portuguez fez-se sentir como uma lacuna na ampla investigação a que pertenciam o Cancioneiro e Romanceiro. (Carta do sr. Sylvio Roméro.) Obedecemos ás condições da nossa livraria, e em parte á difficuldade de organisação dos nossos materiaes accumulados, de Contos, Casos, Historias, Exemplos, Facecias, Lendas, Patranhas, Ditos e Fabulas. Nas canções e romances existe a fórma metrica e assonantada, que coadjuva a memoria do recitador e dispensa do trabalho de redacção ao collector; porém, nos Contos e Casos a área é extensissima, a fórma é na prosa fallada, espontanea, pittoresca, descriptiva e dialogada, cujos effeitos não se podem reproduzir, nem se devem imitar. Para conservar-lhes o caracter de documento humano, como diria Zola, é preciso vêr n’estas narrativas mais do que um texto para estudo de dialectologia popular, e fugir dos rotoques artisticos; esse termo medio só se poderá achar visando a fixar o estado dos themas tradicionaes. Diante de uma tal difficuldade é que fomos adiando de anno para anno a nossa publicação. Lucrámos com a demora, tomando conhecimento da importancia scientifica que adquiriu na Europa a Novellistica popular, cujos problemas têm sido tratados com a maior lucidez por Grimm, Köhler, Afanasieff, Liebrecht, Benfey, Comparetti, Gubernatis, Pittré, Ralston, Gaston Paris, Cosquin, Estanislau Prato e outros. Resultou da demora o ampliarmos a collecção a ponto de reconhecermos a necessidade de uma classificação deduzida da propria complexidade das ficções.
Para alargarmos a colheita dos contos oraes por todas as provincias, servimo-nos da influencia pessoal de bons amigos, entre os quaes citaremos Reis Damaso, para a Novellistica do Algarve, Dr. Ernesto do Canto e o fallecido Dr. João Teixeira Soares para as ilhas dos Açores; em casa achámos bastantes tradições da antiga divisão provincial de Entre Douro e Minho, e do contacto com os narradores populares colhêmos directamente versões importantes, por onde vimos que era absurdo, senão impossivel, pretender sthenographar um ditado cheio de vacillações e sem nexo que prejudicam a comprehensão dos themas tradicionaes que se vão obliterando. Sobre o estado da tradição nos Açores, escrevia-nos o Dr. Teixeira Soares (Carta de 25 de novembro de 1875): «Aconteceu o outro dia passar aqui uma noite a Maria Ignacia. Chamei-a e á minha criada para junto d’esta meza de trabalho para as interrogar sobre contos populares a que o povo chama Casos. Desculparam-se da falta de memoria juvenil para entrarem francamente n’este campo; comtudo disseram bastante para me deixarem estupefacto. Que peripecias! que maravilhoso! que poesia! Affirmaram unanimemente que seria impossivel ao investigador mais diligente formar uma collecção completa de todos os Casos sabidos do povo: — Todos escriptos enchiam esta casa! — disse a Maria Ignacia. A lista junta mostra aquelles de que se recordaram e a que se referiram. Por ella verá o meu amigo a inexgotavel mina de Casos que aqui o espera:
Preview chapterDa Novellistica Popular — DA NOVELLISTICA POPULARPreview
SUA ORIGEM, PERSISTENCIA E TRANSMISSÃO
Os phenomenos que mais directamente nos tocam são os que mais tarde e difficilmente se observam. A sciencia social é a ultima que veiu a constituir-se como o desenvolvimento final da synthese objectiva realisada pelas sciencias cosmologicas e biologicas tornadas positivas; a maior parte dos estudos necessarios para o estabelecimento d’essa sciencia do phenomeno social, têm-se dividido em sciencias concretas, como a Ethnologia, a Philologia, a Mythographia, a Litteratura comparada e tantas outras, que explicando o presente pelas suas relações ininterruptas com o passado, nos revelam estados primitivos da consciencia, e esse periodo emocial d’onde saiu o accordo affectivo das primeiras sociedades humanas. Uma vez achado este criterio, muitos factos que passariam desapercebidos ou sem sentido, projectam uma luz immensa sobre as concepções mentaes, sobre os costumes sociaes do presente, logo que elles se aproximam de factos similhantes que existiram ou ainda subsistem entre povos que nunca se conheceram, entre raças incompativeis entre si, ou entre civilisações de differente gráo e caracter. Descobertas historicas importantes determinaram esta modificação do criterio scientifico; a comparação dos caracteres das raças humanas pelos antropologistas, o confronto dos costumes dos povos selvagens pelos viajantes, a descoberta do sanskrito dando a base para o estabelecimento da filiação mutua das linguas indo-europêas, a leitura dos caracteres cuneiformes e hieroglyphicos da Chaldeia e do Egypto desvendando os livros sagrados d’essas civilisações, as suas ideias moraes e estheticas, a renovação dos estudos classicos pela approximação das litteraturas dos dados archeologicos, e por ultimo o interesse pelos documentos da Edade media da Europa na qual foi elaborada a civilisação moderna, tudo isto convergiu para dar á intelligencia um mais elevado ponto de vista pela relação de factos que isoladamente não apresentavam sentido algum e que eram como lettra morta. Assim pelos usos populares, por costumes locaes, por locuções repetidas automaticamente, por anexins, por parlendas infantis, por habitos domesticos pôde Jacob Grimm reconstruir o systema religioso da antiga raça germanica obliterado sob a cultura romana e pela assimilação catholica. Com a intuição de genio creador, encetou Jacob Grimm a investigação dos Contos populares nos varios estados da Allemanha, no começo d’este seculo, quando esta fórma tradicional, desnaturada pelas divagações litterarias, parecia condemnada a perder-se na transmissão oral inconsciente. Jacob Grimm e seu irmão publicaram entre 1812 e 1814 a collecção do Kinder und Hausmarchen, revelando que essas narrativas espontaneas continham uma riqueza de phantasia que ultrapassava todo o poder da invenção artistica, e mais ainda, que essas situações dramaticas, esses personagens phantasticos eram os ultimos restos das concepções mythicas dos povos áricos, que se foram transformando para se adaptarem á corrente da civilisação moderna. A these era fundamental; se não era possivel dar-lhe logo a evidencia da demonstração, pelo menos o confronto com tradições similares de outros povos levava a critica a considerar esses productos, apparentemente caprichosos, como documentos ethnicos e psychologicos de alta importancia, provenientes de um fundo primitivo commum, ou correspondendo a epocas e cruzamentos de raças anteriores aos tempos historicos. D’esta comprehensão séria nasceu o interesse com que começaram a ser investigados os Contos populares em todos os paizes, alargando-se cada vez mais o campo comparativo e facilitando-se por esse meio a organisação de determinados cyclos de ficções, e a demonstração dos elementos mythicos de que elles são o ultimo vestigio. Jacob Grimm foi seguido immediatamente em 1817 por Frederico Schmidt, que na sua traducção de desoito contos da collecção das novellas italianas de Straparola ajuntou a maior somma de elementos comparativos colhidos nos novellistas da Renascença, nos fabliaux da Edade media, e nos livros orientaes; o proprio Grimm, em 1822, annotando a sua collecção systematisava o processo critico da Novellistica tornando-a um capitulo essencial da Mythographia. Se para Michelet a historia era uma resurreição, e o que penetrava os documentos da antiguidade passava o rio dos mortos, pela nova direcção achada por Jacob Grimm era possivel remontar através das affluentes do curso das tradições poeticas á nascente primitiva de todas as concepções intellectuaes — o Mytho.
Preview chapter1. A CARA DE BOIPreview
Era um rei, que tinha trez filhos. Um dia disse:
— Pois, filhos, vão correr o mundo, e aquelle que trouxer a mulher mais formosa é que hade ficar com o reino.
Partiram todos; os dois mais velhos acharam logo duas raparigas muito formosas, com quem se casaram. Uma era filha de uma padeira e a outra de um ferreiro. O mais novo andou por muitas terras, sem encontrar mulher que lhe agradasse.
Indo um dia por um escampado, cheio de fadiga, desceu do cavallo e deitou-se a uma sombra. Deu-lhe então na vista uma casa muito alta sem porta nenhuma, e só lá bem alto é que tinha uma janella. Esteve ali muito tempo, até que viu vir uma velha, que chegou ao muro da casa, bateu na parede e disse:
Arcello, arcello,
Deita o teu cabello
Cá abaixo de repente,
Quero subir immediatamente.
Foi então que elle viu apparecer á janella uma trança de cabello tão comprida, que ficou espantado com a sua belleza. A velha pegou-se a ella como se fosse uma corda e subiu para dentro de casa. Pouco tempo depois a velha tornou a sahir, e o cavalleiro tendo desejo de vêr de quem seria a trança, chegou-se á parede, bateu, e repetiu as palavras:
Arcello, arcello,
Deita o teu cabello
Cá abaixo de repente,
Quero subir immediatamente.
A trança desceu pela janella abaixo, e o rapaz subiu. Ficou pasmado quando viu diante de si a cara mais linda do mundo. A menina deu um grande ai de afflicção:
— Vá-se embora, senhor, que póde vir minha mãe, e tem artes de lhe causar todos os males que ha.
— Não vou, sem a menina vir commigo, porque eu assim ganho o reino de meu pae. E se não quizer vir, boto-me d’esta janella abaixo.
Desceram ambos pela parede, e fugiram a toda a pressa no cavallo que estava folgado á sombra. Ainda não iam longe, quando ouviram uma voz:
— Pára, pára, filha cruel, não me deixes só no mundo.
E como a filha fosse sempre fugindo com o principe, a velha disse-lhe:
— Olha para traz ao menos, para receberes a bênção de tua mãe.
Assim que a menina se virou para traz, ella disse-lhe:
— Eu te fado, que essa cara linda que tens se torne em uma cara de boi.
Coitadinha, ficou logo com cara de boi.
Assim que o principe chegou á côrte pozeram-se todos a rir d’aquella figura horrenda, sem saber como elle se tinha apaixonado por cousa tão feia, que fazia fugir. O principe contou a sua desventura aos irmãos, mas quem é que se fiava? Estava quasi a chegar o dia em que os tres irmãos haviam de apresentar as suas mulheres diante de toda a côrte, para se assentar qual era a mais linda, e qual d’elles é que havia de ficar com o reino.
A rainha velha tinha muita pena do filho, e lembrou-se de fazer demorar a cerimonia, para vêr se a velha com o tempo perdoava á menina e lhe restituia a sua formosura.
Disse a rainha, que queria que antes da cerimonia da côrte cada uma das suas tres noras lhe bordasse um lenço. A filha da padeira e a do ferreiro não sabiam bordar, e trataram de enganar a rainha, arranjando quem lhes fizesse os bordados; a que tinha cara de boi pôz-se a chorar, e tanto chorou que lhe appareceu a velha, e disse:
— Não te rales mais; no dia em que tiveres de entregar o lenço á rainha eu cá t’o virei trazer.
Chegou o dia, e a velha veiu entregar-lhe uma noz muito pequenina. A cara de boi foi leval-a á rainha, dizendo que ali estava o seu lenço. A rainha quebrou a noz e ficou pasmada com a mais fina cambraia, bordada com flôres e ramos e aves.
Table of contents
Inside this edition
- 01Advertencia preliminar
- 02Da Novellistica Popular — DA NOVELLISTICA POPULAR
- 031. A CARA DE BOI
- 042. O VELHO QUERECAS
- 053. O SURRÃO
- 064. A SAIA DE ESQUILHAS
- 075. AS TRES FADAS
- 086. A FILHA DO REI MOURO
- 097. AS FIANDEIRAS
- 108. CRAVO, ROSA E JASMIM
- 119. O MAGICO
- 1210. O MESTRE DAS ARTES
- 1311. O APRENDIZ DO MAGO
- 1412. A BIXA DE SETE CABEÇAS
- 1513. O CONDE-SOLDADINHO
- 1614. A SARDINHINHA
- 1715. MARIA DA SILVA
- 1816. A ROSA BRANCA NA BOCCA
- 1917. O CAVALLINHO DAS SETE CORES
- 2018. A MUDA MUDELLA
- 2119. O SAPATINHO DE SETIM
- 2220. A MADRASTA
- 2321. O OVO E O BRILHANTE
- 2422. CABELLOS DE OURO
- 2523. A CARPINTEIRASINHA
- 2624. A FILHA DO LAVRADOR
- 2725. A FEIA QUE FICA BONITA
- 2826. O PEIXINHO ENCANTADO
- 2927. O FIGUINHO DA FIGUEIRA
- 3028. A DA VARANDA
- 3129. A NOIVA FORMOSA
- 3230. A NOIVA DO CORVO
- 3331. A PARABOINHA DE OURO
- 3432. O PRINCIPE QUE FOI CORRER SUA VENTURA
- 3533. MARIA SUBTIL
- 3634. O COELHO BRANCO
- 3735. CLARINHA
- 3836. BOLA-BOLA
- 3937. LINDA BRANCA
- 4038. O REI-ESCUTA
- 4139. AS CUNHADAS DO REI
- 4240. OS SETE ENCANTADOS
- 4341. AS SONSAS
- 4442. A MÃO DO FINADO
- 4543. O REI DE NAPOLES
- 4644. O MATADOR DOS BICHOS
- 4745. AS NOZES
- 4846. AS TREZ CIDRAS DO AMOR
- 4947. A BENGALA DE DEZESEIS QUINTAES
- 5048. A TORRE DE BABYLONIA
- 5149. DESANDA CACHEIRA
- 5250. O SAL E A AGUA
- 5351. AS CRIANÇAS ABANDONADAS
- 5452. O AFILHADO DE SANTO ANTONIO
- 5553. A FILHA DO DIABO
- 5654. AS TRES MAÇÃSINHAS DE OURO
- 5755. O SARGENTO QUE FOI AO INFERNO
- 5856. A PRINCEZA QUE ADIVINHA
- 5957. A ADIVINHA DO REI
- 6058. O BOI CARDIL
- 6159. O CAMAREIRO DO REI
- 6260. O PALMEIRIZ D'OLIVA
- 6361. O BOLO REFOLHADO
- 6462. A MIRRA (mumia)
- 6563. A MULHER CURIOSA
- 6664. AS FAVAS
- 6765. A VELHA DAS GALLINHAS
- 6866. A RIQUEZA E A FORTUNA
- 6967. MARÇO MARÇAGÃO
- 7068. OUTRO
- 7169. ALEGRIA DA VIUVA
- 7270. A CARPIDEIRA E A VIUVA
- 7371. FREI JOÃO SEM CUIDADOS
- 7472. JOÃO RATÃO (OU GRILLO)
- 7573. OS TREZ IRMÃOS
- 7674. AS BARRAS DE OURO
- 7775. PEDRO DE MALAS-ARTES
- 7876. SANTA HELENA
- 7977. O GUARDADOR DOS PORCOS
- 8078. NASCER PARA SER RICO
- 8179. DOM CAIO
- 8280. OS DEZ ANÕESINHOS DA TIA — VERDE-AGUA
- 8381. O COMPADRE DIABO
- 8482. OS CORCUNDAS
- 8583. A MULHER GULOSA
- 8684. AS IRMÃS GAGAS
- 8785. O TINHOSO, O RANHOSO — E O SARNOSO
- 8886. DÁ-ME O MEU MEIO TOSTÃO
- 8987. O SOLDADO QUE FOI PARA O CÉO
- 9088. O THESOURO DO ENFORCADO
- 9189. OS PEIXES DO GUARDIÃO
- 9290. A COBRA E O CORDÃO DO FRADE
- 9391. O CALDO DE PEDRA
- 9492. A ENFIADA DE PETAS
- 9593. SEMPRE NÃO
- 9694. MANOEL FEIJÃO
- 9795. CAHIU-ME NA MINHA CATULINHA
- 9896. CASAR E DESCASAR
- 9997. O CEGO E O MOÇO
- 10098. O CEGO E O MEALHEIRO
- 10199. O AVARENTO
- 102100. OS TREZ CONSELHOS
- 103101. O SACCO DAS NOZES
- 104102. O SAPATEIRO POBRE
- 105103. O SIGNAL DA NOBREZA
- 106104. A ESTATUA QUE COME
- 107105. AS ADIVINHAS EM ANEXINS
- 108106. A MULHER TEIMOSA
- 109107. O JOGO DO PIRA
- 110108. O CASO DO TIO JORGE COUTINHO
- 111109. OS DOIS IRMÃOS — E A MULHER MORTA
- 112110. OS TREZ PATRÕES
- 113111. PARA QUEM CANTA O CUCO?
- 114112. TUDO ANDAREMOS
- 115113. A MULHER QUE CEGOU O MARIDO
- 116114. O TOLO E AS MOSCAS
- 117115. JÁ QUE TANTO TEIMA
- 118116. TIC-TACO
- 119117. AS ORELHAS DO ABBADE
- 120118. OS DUZENTOS CARNEIROS
- 121119. LENDA DO PARAISO
- 122120. LENDA DA MÃE DE SAM PEDRO
- 123121. A TUNICA DE CHRISTO
- 124122. O PRINCIPE MENDIGO
- 125123. O LAVRADOR E O ERMITÃO
- 126124. O THESOURO ENTERRADO
- 127125. AS VOZES DOS ANIMAES
- 128126. Os ditados novellescos — OS DITADOS NOVELLESCOS
- 129Introducção: Litteratura dos Contos populares em Portugal — LITTERATURA — DOS — CONTOS POPULARES — EM PORTUGAL
- 130126. O REY LEIR
- 131127. A DAMA PÉ DE CABRA
- 132128. A MORTE SEM MEREÇIMENTO
- 133129. A LINHAGEM DOS MARINHOS
- 134130. EXEMPLO DO PHILOSOPHO
- 135131. EXEMPLO DOS TREZ AMIGOS
- 136132. EXEMPLO ALLEGORICO — DA REDEMPÇÃO
- 137133. A JUSTIÇA DE TRAJANO
- 138134. A MORTE DOS AVARENTOS
- 139135. AS MISERIAS DA RIQUESA
- 140136. O QUE DEUS FAZ É POR MELHOR
- 141137. UM HOMEM DE TAVERNA
- 142138. OS QUATRO RIBALDOS
- 143139. A BOA ANDANÇA D'ESTE MUNDO
- 144140. OS DOUS CAMINHOS
- 145141. A PAPISA JOANNA
- 146142. O FIRMAL DE PRATA
- 147143. OS QUATRO LADRÕES
- 148144. O CAVALLEIRO E O PACTO — COM O DIABO
- 149145. O DIABOO ESCUDEYRO
- 150146. AS MAAS ARTES DAS MOLHERES
- 151147. O REY E OS CORTESÃOS
- 152148. AS VISTIDURAS HONRADAS
- 153149. ROSIMUNDA
- 154150. A BILHA DE AZEITE
- 155151. O ERMITÃO E O LADRÃO
- 156152. D’AQUELLAS SETE AO DIA
- 157153. A DONZELLA RECATADA
- 158154. O ODIO ENDURECIDO
- 159155. MINHA MÃE, CALÇOTES
- 160156. O REAL BEM GANHADO
- 161157. O SEGREDO REVELADO
- 162158. A PROVA DAS LARANJAS
- 163159. OS DOIS IRMÃOS
- 164160. DOM SIMÃO
- 165161. Os tres conselhos (Idem) — OS TREZ CONSELHOS
- 166162. QUANTO VALE A BOA SOGRA
- 167163. O QUE DEUS FAZ É PELO MELHOR
- 168164. A RAINHA VIRTUOSA E AS DUAS IRMÃS
- 169165. QUEM TUDO QUER, TUDO PERDE
- 170166. O FALSO PRINCEPE — E O VERDADEIRO
- 171167. CONSTANCIA DE GRIZELIA
- 172168. O BARBEIRO DO REI
- 173169. O ACHADO DA BOLSA
- 174170. O CAPÃO TORNADO SAPO
- 175171. OS PODERES DO OURO
- 176172. O THESOURO ESCONDIDO
- 177173. ERRAMOS (E RAMOS)
- 178174. O PAGEM DA RAINHA
- 179175. A INGRATIDÃO DOS FILHOS
- 180176. A USURA DE NOSSA SENHORA
- 181177. O MEDICO DE BOA FÉ
- 182178. NÃO ESCAPA DE LADRÃO — QUEM SE PAGA PELA SUA MÃO
- 183179. A VENDA DAS GALLINHAS
- 184180. O ROUBO DO VESTUARIO
- 185181. A ROUPA DOS MENDIGOS
- 186182. A CASA DOS MORTOS
- 187183. AS BOTAS FIADAS
- 188184. A MATRONA DE EPHESO
- 189PARTE III — LENDAS, PATRANHAS E FABULAS — 185. A LENDA DA TERRA
- 190186. LENDA DOS RIOS
- 191187. TEJO DOURO E GUADIANA
- 192188. LENDA DA LUA E DA AGUA
- 193189. LENDA DO MILHO E DO CENTEIO
- 194190. LENDA DAS ADUELLAS E DOS ARCOS DA PIPA
- 195191. A LENDA DAS MANCHAS DA LUA
- 196192. OUTRA
- 197193. LENDAS DE FEVEREIRO
- 198194. LENDA DE SALOMÃO
- 199195. LENDA DO CHORÃO
- 200196. LENDA DA LENHA
- 201197. LENDA DA OVELHA
- 202198. LENDA DO CÃO
- 203199. LENDA DA SERPENTE, DO SAPO E SARDÃO
- 204200. LENDA DA CORUJA
- 205201. LENDA DO SAPO
- 206202. PORQUE OS CÃES SE CHEIRAM
- 207203. LENDA DAS ANDORINHAS E DOS TARALHÕES
- 208204. CONTO DA CODORNIZ
- 209205. ONOMATOPÊAS
- 210206. O CUCO E A POUPA
- 211207. LENDAS DOS ANIMAES
- 212208. VOZ DO CORVO
- 213209. LENDA DO SAPO E DA TOUPEIRA
- 214210. A PROVA DOS LOBOS
- 215211. O GORAZ
- 216212. O GRITO DO CÃO
- 217213. AS ORELHAS DO BURRO
- 218214. A CREAÇÃO DA MULHER
- 219215. A OBRA DE S. PEDRO
- 220216. O CANTO DO GALLO
- 221217. LENDA DA CODORNIZ
- 222218. OUTRA
- 223219. LENDA DA ARVELINHA
- 224220. O BALIDO DA OVELHA
- 225221. NOSSA SENHORA E A SOLHA
- 226222. A ROMARIA DA ABBADIA
- 227223. LENDA DAS GIESTAS
- 228224. LENDA DO MANTO — DE NOSSA SENHORA
- 229225. LENDA DOS TREMOÇOS
- 230226. LENDA DE NOSSA SENHORA
- 231227. A SUBMERSÃO DAS CIDADES
- 232228. A LENDA DOS FERREIROS
- 233229. LENDA DA PONTE — DE DOMINGOS TERNE
- 234230. LENDA DA AMENDOEIRA
- 235231. A PONTE DA ALLIVIADA
- 236232. A PONTE DA MISARELLA
- 237233. LENDA DE SIMANCAS
- 238234. LENDA DE CHACIM — E DO MOSTEIRO DE BALSEMÃO
- 239235. ORIGEM DO NOME DE VIZEU
- 240236. ORIGEM DO NOME DE BRAGANÇA
- 241237. LENDA DE BRITEANDE
- 242238. LENDA DE CRESCIDO
- 243239. LENDA DE LAMEGO
- 244240. ORIGEM DO NOME DE LISBOA
- 245241. OUTRA
- 246242. A SEPULTURA DOS DOIS IRMÃOS — EM CINTRA
- 247243. FABULA DA RAPOSA E DO MOCHO
- 248244. A AGUIA E A CORUJA
- 249245. A BARATA E OS FILHOS
- 250246. A RAPOSA E O LOBO
- 251247. A RAPOSA NO GALLINHEIRO
- 252248. A RAPOSA E O GALLO
- 253249. O LOBO E A OVELHA
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