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Portuguese Edition

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Os Fidalgos da Casa Mourisca

Portuguese BooksWhale Edition by Júlio Dinis

Um romance português de família, campo, reconciliação social e transformação liberal.

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Book introduction

Os Fidalgos da Casa Mourisca

Os Fidalgos da Casa Mourisca acompanha uma casa aristocrática em declínio e o encontro entre tradições antigas, trabalho agrícola, juventude e modernização. Júlio Dinis constrói um romance sereno, rural e socialmente atento, importante na ficção portuguesa do século XIX.

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Os Fidalgos da Casa Mourisca

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OS FIDALGOS

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DA

Table of contents

Inside this edition

  1. 01Full text
  2. 02OS FIDALGOS
  3. 03DA
  4. 04CASA MOURISCA
  5. 05CHRONICA DA ALDEIA
  6. 06POR
  7. 07*JULIO DINIZ*
  8. 08*VOLUME I*
  9. 09*PORTO*
  10. 10TYPOGRAPHIA DO JORNAL DO PORTO
  11. 11OS FIDALGOS DA CASA MOURISCA
  12. 12Fidalgos da Casa Mourisca.
  13. 13Augmentou com este isolamento a taciturnidade do fidalgo.
  14. 14Fez-se então devéras escuro no espirito do pae.
  15. 15Herdade.
  16. 16Menezes.
  17. 17Thomé da Povoa não o deixou concluir.
  18. 18Era feliz n'aquelle momento a sua alma generosa.
  19. 19A indignação do padre exaltou-se.
  20. 20Quando se é fidalgo é preciso ser fidalgo.
  21. 21Mauricio.
  22. 22O jantar correu em silencio.
  23. 23Aqui bocejava o egresso.
  24. 24Mauricio ficou pensativo.
  25. 25Jorge bateu á porta com intimo sobresalto.
  26. 26Jorge foi o que respondeu.
  27. 27Mourisca estão empenhados.
  28. 28Januario.
  29. 29Jorge.
  30. 30Luiz.
  31. 31Mauricio interrogou tambem com a vista o irmão.
  32. 32Pelos modos a ceia ia tardando.
  33. 33O padre fumou com a descoberta.
  34. 34Os filhos levantaram-se para tambem se retirarem.
  35. 35Januario--concluiu Jorge.
  36. 36Mauricio.
  37. 37O peior não tinha principiado ainda.
  38. 38O padre experimentou a arma da dignidade offendida.
  39. 39Luiz estivesse presente.
  40. 40Foi o apparecimento de Jorge.
  41. 41Jorge dirigiu-se placidamente áquelles.
  42. 42E estendeu-lhe a mão francamente aberta.
  43. 43Jorge restituiu-lhes o dinheiro.
  44. 44Sahiram todos.
  45. 45Jorge.
  46. 46O hortelão ficou só com Jorge.
  47. 47Luiz.
  48. 48Jorge.
  49. 49Recebeu-se na Herdade uma carta de Bertha.
  50. 50Decidiu-se pois que Bertha voltasse para a Herdade.
  51. 51A demora de Thomé não foi longa.
  52. 52Era Bertha a amazona.
  53. 53Mauricio sentia-se maravilhado diante da filha de Thomé.
  54. 54Jorge.
  55. 55De repente o monstro abriu um olho.
  56. 56Bertha não pôde mais desviar os olhos d'ella.
  57. 57Tudo parecia indicar que se velava alli dentro.
  58. 58E adormeceu n'esta prudente e ajuizada resolução.
  59. 59Mauricio condescendeu.
  60. 60Mauricio percebeu-o.
  61. 61Assim correu o dia.
  62. 62Bertha.
  63. 63Thomé propôz a Jorge principiarem os seus trabalhos.
  64. 64Jorge articulou uma pouco intelligivel phrase de louvor.
  65. 65Veem os anjos a sorrir
  66. 66Para Deus as vêr dormir.
  67. 67Os sonhos maus afastar.
  68. 68Que é alegre o somno teu.
  69. 69E emquanto na terra dormes
  70. 70Folgam os anjos do céo.
  71. 71Casa Mourisca.
  72. 72Mauricio dormiu com certeza melhor do que elle.
  73. 73Que mostre por entre verdes
  74. 74A sua frente caiada.
  75. 75D'onde se eleve ás trindades
  76. 76Um fumosinho cinzento
  77. 77Ao menor sôpro do vento.
  78. 78E foi encerrar-se no quarto.
  79. 79Deus.
  80. 80Mauricio continuava sacudindo-se.
  81. 81Eram tres estes nobres senhores.
  82. 82Clemente reparou pela primeira vez em Mauricio.
  83. 83Clemente encolheu os hombros.
  84. 84Clemente permanecia carrancudo no fundo da cozinha.
  85. 85Mauricio tomou o partido de Clemente.
  86. 86Clemente ia-se irritando.
  87. 87Os rapazes retiraram-se rindo.
  88. 88Herdade.
  89. 89Bertha do meu coração.
  90. 90Trai lari lari larão.
  91. 91Era Bertha.
  92. 92O mano Chico affirmou.
  93. 93Gargalhada do mano bacharel.
  94. 94Effectivamente chegava Thomé da Povoa.
  95. 95Nem a presença de Mauricio bastou para tranquillisal-o.
  96. 96Thomé interrompeu o padre.
  97. 97Mauricio conservou-se silencioso.
  98. 98E os tres retiraram-se de mau humor.
  99. 99Jorge seguia-lhe com estranheza os movimentos.
  100. 100Thomé não reparou.
  101. 101Jorge chegou a casa antes do irmão.
  102. 102Foi que em teus beijos primeiros
  103. 103Bebi a primeira vida.
  104. 104Mauricio parou surprendido.
  105. 105Mauricio caminhou ao encontro do irmão.
  106. 106Mauricio acabou por prometter.
  107. 107O velho criado obedeceu com presteza militar.
  108. 108Jorge ajudou-a cortezãmente a descer.
  109. 109Gabriella entrou rindo com Jorge para a sala.
  110. 110Jorge sorriu.
  111. 111E assuou-se.
  112. 112Jorge.
  113. 113Foi ella quem rompeu o gelo da entrevista.
  114. 114Tolo é quem n'ellas se fia.
  115. 115Cantarolou o doutor.
  116. 116Mauricio olhou interrogadoramente para o padre.
  117. 117Cruzeiro para que fossem pôr-se de vigia.
  118. 118Os dois não podiam suster o riso.
  119. 119E os risos redobravam.
  120. 120Era a voz de Bertha.
  121. 121Tudo recahiu em socego.
  122. 122Os primos soltaram uma risada.
  123. 123Jorge não se intimidou.
  124. 124Mauricio a preoccupação de espirito.
  125. 125Mauricio.
  126. 126José Agostinho de Macedo.
  127. 127Outras desigualdades não ha aqui a attender.
  128. 128O jantar não desdizia do puritanismo d'aquella sociedade.
  129. 129Gabriella foi quem se subtrahiu primeiro áquella influencia
  130. 130Jorge apertou-lhe a mão com affecto.
  131. 131E os dois rapazes abraçaram-se com effusão.
  132. 132Não obteve logo resposta.
  133. 133Gabriella não insistiu.
  134. 134Encruzilhada.
  135. 135A baroneza reteve-o.
  136. 136Depois lhe apparecerás.
  137. 137Jorge e Mauricio partiram em companhia de Gabriella.
  138. 138Falta-lhe o brazão.
  139. 139Era Bertha.
  140. 140O padre observava a scena boquiaberto.
  141. 141Jorge sorriu.
  142. 142Jorge gravemente.
  143. 143A baroneza interpellou-o muito terminantemente.
  144. 144*FIM DO PRIMEIRO VOLUME*
  145. 145OS FIDALGOS DA CASA MOURISCA
  146. 146OS FIDALGOS
  147. 147DA
  148. 148CASA MOURISCA
  149. 149CHRONICA DA ALDEIA
  150. 150POR
  151. 151*JÚLIO DINIZ*
  152. 152VOLUME II
  153. 153*PORTO*
  154. 154TYPOGRAPHIA DO JORNAL DO PORTO
  155. 155Thomé da Povoa não lh'o permittiu.
  156. 156É o que eu lhe digo.
  157. 157De repente estremeceu.
  158. 158Jorge com apparente placidez.
  159. 159Bertha não ousou dizer para onde.
  160. 160Bertha não pôde responder.
  161. 161Eu sou que tenho a pedir perdão.
  162. 162E retirou-se depois de pronunciar estas palavras.
  163. 163Jorge desviou naturalmente a vista para aquelle sitio.
  164. 164Mauricio.
  165. 165A ideia ganhou vulto e Bertha resolveu realisal-a.
  166. 166Bertha olhou em roda um tanto inquieta.
  167. 167Tudo annunciava uma tempestade proxima.
  168. 168Bertha não ousou ir mais adiante.
  169. 169Era Mauricio.
  170. 170Em poucos momentos Mauricio estava a seu lado.
  171. 171Bertha parou affectada de inexplicavel susto.
  172. 172Esta disposição de espirito era insustentavel.
  173. 173Era um ultimo lampejo da sua elegancia passada.
  174. 174Dentro em pouco achava-se na quinta.
  175. 175Sempre o mesmo silencio.
  176. 176Casa Mourisca.
  177. 177Beatriz.
  178. 178A commoção violenta quebrára-lhe as forças.
  179. 179Bertha fez-lhe signal affirmativo.
  180. 180Bertha não respondeu.
  181. 181Bertha tremia cada vez mais.
  182. 182Interroguem.
  183. 183Gabriella respondeu que o ficava aguardando com impaciencia.
  184. 184Gabriella sabia-o e aguardava-a.
  185. 185A baroneza ia notando estes phenomenos todos.
  186. 186O apoio de um coração...
  187. 187Mauricio para que a seguisse.
  188. 188No meio dos seus enlevos pungia-o uma ideia.
  189. 189A baroneza dirigiu-se-lhe sem rodeios.
  190. 190Mourisca.
  191. 191Bertha nada disse ainda.
  192. 192Bertha aventurou timidamente algumas palavras.
  193. 193A baroneza foi emfim ao encontro dos viajantes.
  194. 194A companhia desfez-se passado pouco tempo.
  195. 195Jorge sacudiu a cabeça em signal de repugnancia.
  196. 196E a baroneza mudou effectivamente de conversa.
  197. 197Bertha está educada tanto á cidade...
  198. 198Cresceu a impaciencia a Jorge.
  199. 199Esta ideia provocou um movimento de reacção.
  200. 200Vinha depois a reflexão acalmar este momentaneo paroxismo.
  201. 201Vinha-lhe em seguida um pensamento diverso.
  202. 202Tornou a razão a fazer-se ouvir.
  203. 203Clemente é dos taes.
  204. 204Thomé da Povoa chamou a filha ao escriptorio.
  205. 205Jorge nem levantára os olhos do livro.
  206. 206Bertha foi quem primeiro rompeu aquelle glacial silencio.
  207. 207Jorge aproximou-se d'ella com compassiva solicitude.
  208. 208Jorge estremeceu.
  209. 209Este estado de coisas inquietava porém a baroneza.
  210. 210A baroneza tinha muita fé n'esta vaccina litteraria.
  211. 211Frei Januario era-lhe insupportavel.
  212. 212A baroneza ficou d'esta vez verdadeiramente surprendida.
  213. 213Jorge fitou na prima os olhos admirado.
  214. 214Bertha n'esta casa.
  215. 215Sua muito respeitadora
  216. 216Era frei Januario quem entrára.
  217. 217Sua affectuosa e reconhecida sobrinha
  218. 218Talvez o quarto de Gabriella...
  219. 219O padre encolheu os hombros.
  220. 220Ambos estavam prevenidos da presença d'ella.
  221. 221Tua prima e muito affeiçoada
  222. 222E os dois irmãos retiraram-se emfim.
  223. 223Mauricio não repara.
  224. 224Bertha apressou-se a satisfazer o desejo do velho.
  225. 225Bertha coadjuvou-os com vantagem.
  226. 226Bertha era feliz n'aquelles dias.
  227. 227Luiz.
  228. 228Voltou-se e reconheceu Clemente.
  229. 229Clemente tomou timidamente logar ao lado d'ella.
  230. 230Clemente escutava-a.
  231. 231Bertha córou instantaneamente ao ouvir a pergunta.
  232. 232Estava-se dando com Jorge este phenomeno.
  233. 233Jorge fez um gesto de impaciencia e desagrado.
  234. 234Clemente permaneceu ainda por muito tempo silencioso.
  235. 235Jorge pôz-se a passeiar no quarto.
  236. 236Clemente.
  237. 237Clemente sahiu mais pensativo do que viera.
  238. 238Uma impaciencia insuperavel desviava-o d'esse caminho.
  239. 239O fidalgo recebeu com prazer a inesperada nova.
  240. 240Bertha reflectiu alguns instantes.
  241. 241Bertha.
  242. 242Clemente uma filha minha.
  243. 243Luiz.
  244. 244Vá.
  245. 245Anna do Védor franziu o sobrolho.
  246. 246Clemente sorriu ao ouvir a pergunta.
  247. 247Anna recuperou a sua presença de espirito.
  248. 248Jorge.
  249. 249Clemente.
  250. 250Luiza tambem já o podemos chamar nosso.
  251. 251Bertha principiava a sentir-se inquieta com esta inquirição.
  252. 252A confusão que sentia não a deixou continuar.
  253. 253Bertha não o deixou continuar.
  254. 254Foi elle quem renovou o dialogo.
  255. 255A sua chegada cortou n'este ponto a scena.
  256. 256Ella correu para o velho e abraçaram-se soluçando.
  257. 257Jorge afastou quasi tremendo as cortinas do leito.
  258. 258Jorge sorriu.
  259. 259Esse soubeste-o só depois de casares.
  260. 260Mauricio e Jorge acercaram-se tambem.
  261. 261E deixou-se cahir extenuado sobre o travesseiro.
  262. 262Gabriella levantou-se para amparal-o.
  263. 263Vossês os homens levam-se por isso.
  264. 264Foi Bertha a primeira que fallou.
  265. 265Luzia-lhe a verdade resplandecente á sua imaginação fascinada.
  266. 266Horas talvez durou aquella contemplação silenciosa.
  267. 267Aquellas palavras tinham para ella uma dolorosa significação.
  268. 268Tremiam-lhe as pernas ao aproximar-se do leito.
  269. 269Jorge baixou a cabeça sem responder.
  270. 270Bertha obedeceu banhada em lagrimas de commoção.
  271. 271Mauricio correu a abraçar Jorge.
  272. 272Isto não póde ser.
  273. 273Bertha fitou no pae os olhos ainda lacrimosos.
  274. 274E apontava para Jorge.
  275. 275Todos riram das francas observações da desenganada matrona.
  276. 276O padre olhou espantado para os circumstantes.
  277. 277CONCLUSÃO
  278. 278Esta foi a de Thomé da Povoa.
  279. 279E annos de paz preparavam-se para aquella casa.
  280. 280Europa.
  281. 281Nada mais temos a dizer.
  282. 282FIM

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