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O Crime do Padre Amaro

Édition BooksWhale en portugais par Eça de Queirós

Um romance realista sobre desejo, clericalismo, moral social e hipocrisia.

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Introduction du livre

O Crime do Padre Amaro

O Crime do Padre Amaro expõe as tensões entre desejo, religião, convenção social e poder clerical em uma pequena cidade portuguesa.

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Eça de Queirós morreu em 1900, e O Crime do Padre Amaro foi publicado em 1875; essas datas sustentam o domínio público desta edição em português.

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O Crime do Padre Amaro

Eça de Queirós

Chapitre d'aperçuPrefácioAperçu

A designação inscrita no frontispício deste livro

— Edição Definitiva

— necessita uma explicação. O Crime do Padre Amaro foi escrito há quatro ou cinco anos, e desde essa época esteve esquecido entre os meus papéis

— como um esboço informe e pouco aproveitável. Por circunstâncias que não são bastante interessantes para serem impressas

— este esboço de romance, em que a ação, os caracteres e o estilo eram uma improvisação desleixada, foi publicado em 1875 nos primeiros fascículos da Revista Ocidental , sem alterações, sem correções, conservando toda a sua feição de esboço, e de um improviso Hoje O Crime do Padre Amaro aparece em volume

— refundido e transformado. Deitou-se parte da velha casa abaixo para erguer a casa nova. Muitos capítulos foram reconstruídos linha por linha; capítulos novos acrescentados; a ação modificada e desenvolvida; os caracteres mais estudados, e completados; toda a obra enfim mais trabalhada. Assim, O Crime do Padre Amaro da Revista Ocidental era um rascunho, a edição provisória ; o que hoje se publica é a obra acabada, a edição definitiva . Este trabalho novo conserva todavia

— naturalmente

— no estilo, no desenho dos personagens, em certos traços da ação e do diálogo, muitos dos defeitos do trabalho antigo: conserva vestígios consideráveis de certas preocupações de Escola e de Partido,

— lamentáveis sob o ponto de vista da pura Arte

— que tiveram outrora uma influência poderosa no plano original do livro. Mas como estes defeitos provêm da concepção mesma da obra, e do seu desenvolvimento lógico

— não podiam ser eliminados, sem que o romance fosse totalmente refeito na idéia e na forma. Todo o mundo compreenderá que

— correções, emendas, entrelinhas, folhas intercaladas não bastam para alterar absolutamente a concepção primitiva de um livro, e a sua primitiva execução. Akenside Terrace 5 de Julho de 1875. EÇA DE QUEIRÓS

Chapitre d'aperçuNota da segunda ediçãoAperçu

O Crime do Padre Amaro recebeu no Brasil e em Portugal alguma atenção da Crítica, quando foi publicado ulteriormente um romance intitulado

— O Primo Basílio . E no Brasil e em Portugal escreveu-se (sem todavia se aduzir nenhuma prova efectiva) que O Crime do Padre Amaro , era uma imitação do romance do snr. E. Zola

— La Faute de L'Abbé Mouret ; ou que este livro do autor do Assomoir e de outros magistrais estudos sociais sugerira a ideia, os personagens, a intenção do Crime do Padre Amaro . Eu tenho algumas razões para crer que isto não é correcto. O Crime do Padre Amaro foi escrito em 1871, lido a alguns amigos em 1872, e publicado em 1874. O livro do snr. Zola, La Faute de L'Abbé Mouret (que é o quinto volume da série Rougon Macquart ), foi escrito e publicado em 1875. Mas (ainda que isto pareça sobrenatural) eu considero esta razão apenas como subalterna e insuficiente. Eu podia, enfim, ter penetrado no cérebro, no pensamento do snr. Zola, e ter avistado, entre as formas ainda indecisas das suas criacões futuras, a figura do abade Mouret, como o venerável Anquises no vale dos Elísios podia ver, entre as sombras das raças vindouras flutuando na névoa luminosa do Lete, aquele que um dia devia ser Marcelo. Tais coisas são possíveis. Nem o homem prudente as deve considerar mais extraordinárias que o carro de fogo que arrebatou Elias aos Céus

— e outros prodígios provados. O que, segundo penso, mostra melhor que a acusação carece de exatidão, é a simples comparação dos dois romances. La Faute de L'Abbé Mouret é, no seu episódio central, o quadro alegórico da iniciação do primeiro homem e da primeira mulher no amor. O abade Mouret (Sérgio), tendo sido atacado duma febre cerebral, trazida principalmente pela sua exaltação mística no culto da Virgem, na solidão de um vale abrasado da Provença (primeira parte do livro), é levado para convalescer ao Paradou , antigo parque do século XVII a que o abandono refez uma virgindade selvagem, e que é a representação alegórica do Paraíso. Ai, tendo perdido na lebre a consciência de si mesmo a ponto de se esquecer do seu sacerdócio e da existência da aldeia, e a consciência do universo a ponto de ter medo do Sol e das árvores do Paradou como de monstros estranhos

— erra, durante meses, pelas profundidades do bosque inculto, com Albina que é o gênio, a Eva desse lugar de legenda; Albina e Sérgio, seminus como no Paraíso, procuram sem cessar, por um instinto que os impele, urna árvore misteriosa, da rama da qual cai a influência afrodisíaca da matéria procriadora; sob este símbolo da Árvore da Ciência se possuem, depois de dias angustiosos em que tentam descobrir, na sua inocência paradisíaca, o meio físico de realizar o amor; depois, numa mútua vergonha súbita, notando a sua nudez, cobrem-se de folhagens; e dai os expulsa, os arranca o padre Arcangias, que é a personificação teocrática do antigo Arcanjo. Na última parte do livro o abade Mouret recupera a consciência de si mesmo, subtrai-se á influência dissolvente da adoração da Virgem, obtém por um esforço da oração e um privilégio da graça a extinção da sua virilidade, e torna-se um asceta sem nada de humano, uma sombra caída aos pés da cruz; e, é sem que lhe mude a cor do rosto que asperge e responsa o esquife de Albina, que se asfixiou no Paradou sob um montão de flores de perfumes fortes.

Os críticos inteligentes que acusaram O Crime do Padre Amaro de ser apenas uma imitação da Faute de L'Abbé Mouret não tinham infelizmente lido o romance maravilhoso do Sr. Zola, foi talvez a origem de toda a sua g1ória. A semelhança casual dos dois títulos induziu-os em erro. Com conhecimento dos dois livros, só uma obtusidade córnea ou má-fé cínica poderia assemelhar esta bela alegoria idílica, a que está misturado o patético drama duma alma mística, a'O Crime do Padre Amaro que, como podem ver neste novo trabalho, é apenas, no fundo, uma intriga de clérigos e de beatas tramada e murmurada à sombra duma velha Sé de província portuguesa. Aproveito este momento para agradecer à Crítica do Brasil e de Portugal a atenção que ela tem dado aos meus trabalhos. Bristol, 1 de Janeiro de 1880. EÇA DE QUEIRÓS

Table des matières

Dans cette édition

  1. 01Full text
  2. 02Prefácio
  3. 03Nota da segunda edição
  4. 04Capítulo I
  5. 05Capítulo II
  6. 06Capítulo III
  7. 07Capítulo IV
  8. 08Capítulo V
  9. 09Capítulo VI
  10. 10Capítulo VII
  11. 11Capítulo VIII
  12. 12Capítulo IX
  13. 13Capítulo X
  14. 14Capítulo XI
  15. 15Capítulo XII
  16. 16Capítulo XIII
  17. 17Capítulo XIV
  18. 18Capítulo XV
  19. 19Capítulo XVI
  20. 20Capítulo XVII
  21. 21Capítulo XVIII
  22. 22Capítulo XIX
  23. 23Capítulo XX
  24. 24Capítulo XXI
  25. 25Capítulo XXII
  26. 26Capítulo XXIII
  27. 27Capítulo XXIV
  28. 28Capítulo XXV

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