português Edição
Literatura
Sonetos Completos
Edição BooksWhale em português por Antero de Quental
Antero’s sonnets combine metaphysical doubt, moral intensity, political disappointment, suffering, and disciplined lyric form.
- Prévia
- Amostra do texto preparado
- Formatos
- Leitor online, EPUB, PDF
- Acesso
- Claim da Biblioteca
Introdução do livro
Sonetos Completos
Sonetos Completos gathers Antero de Quental’s finest poetic thinking in a form both classical and modern. The sonnets move through faith and doubt, social hope and disillusion, metaphysical anxiety, inward suffering, and the disciplined music of Portuguese lyric poetry.
Edição BooksWhale
Como esta edição foi preparada
Esta edição se baseia em um texto em domínio público e foi preparada pela BooksWhale para leitura digital.
Base de domínio público
Por que pode ser compartilhada
Author died in 1891; original text first published in 1886. These dates support the public-domain basis for this original-language edition.
Ler prévia
Amostra do texto preparado
Prévia selecionada do texto preparado.
Capítulo de préviaFull textLer prévia
Sonetos Completos
Que belleza mortal se te assemelha, Ó sonhada visão d'esta alma ardente, Que reflectes em mim teu brilho ingente, Lá como sobre o mar o sol se espelha?
O mundo é grande--e esta ancia me aconselha A buscar-te na terra: e eu, pobre crente, Pelo mundo procuro um Deus clemente, Mas a ara só lhe encontro... nua e velha...
Não é mortal o que eu em ti adoro. Que és tu aqui? olhar de piedade, Gota de mel em taça de venenos...
Pura essencia das lagrimas que chóro E sonho dos meus sonhos! se és verdade, Descobre-te, visão, ao céo ao menos!
Capítulo de préviaLAMENTOPrévia
Um diluvio de luz cae da montanha: Eis o dia! eis o sol! o esposo amado! Onde ha por toda a terra um só cuidado Que não dissipe a luz que o mundo banha?
Flor a custo medrada em erma penha, Revolto mar ou golfo congelado, Aonde ha ser de Deus tão olvidado Para quem paz e alivio o céo não tenha?
Deus é Pae! Pae de toda a creatura: E a todo o ser o seu amor assiste: De seus filhos o mal sempre é lembrado...
Ah! se Deus a seus filhos dá ventura N'esta hora santa... e eu só posso ser triste... Serei filho, mas filho abandonado!
A M.C.
Poz-te Deus sobre a fronte a mão piedosa: O que fada o poeta e o soldado Volveu a ti o olhar, de amor velado, E disse-te: «vae, filha, sê formosa!»
E tu, descendo na onda harmoniosa, Pousaste n'este solo angustiado, Estrella envolta n'um clarão sagrado, Do teu limpido olhar na luz radiosa...
Mas eu... posso eu acaso merecer-te? Deu-te o Senhor, mulher! o que é vedado, Anjo! Deu-te o Senhor um mundo á parte.
E a mim, a quem deu olhos para ver-te, Sem poder mais... a mim o que me ha dado? Voz, que te cante, e uma alma para amar-te!
A Santos Valente
Estreita é do prazer na vida a taça: Largo, como o oceano é largo e fundo, E como elle em venturas infecundo, O cális amargoso da desgraça.
E comtudo nossa alma, quando passa incerta peregrina, pelo mundo, Prazer só pede à vida, amor fecundo, É com essa esperança que se abraça.
É lei de Deus este aspirar immenso... E comtudo a illusão impoz à vida. E manda buscar luz e dá-nos treva!
Ah! se Deus accendeu um foco intenso De amor e dor em nós, na ardente lida, Porque a miragem cria... ou porque a leva?
Tormanto do Ideal
Conheci a Belleza que não morre E fiquei triste. Como quem da serra Mais alta que haja, olhando aos pés a terra E o mar, vê tudo, a maior nau ou torre,
Minguar, fundir-se, sob a luz que jorre: Assim eu vi o mundo e o que elle encerra Perder a côr, bem como a nuvem que erra Ao pôr do sol e sobre o mar discorre.
Pedindo à fórma, em vão, a idea pura, Tropéço, em sombras, na materia dura. E encontro a imperfeição de quanto existe.
Recebi o baptismo dos poetas, E assentado entre as fórmas incompletas Para sempre fiquei pallido e triste.
Capítulo de préviaASPIRAÇÃOPrévia
Meus dias vão correndo vagarosos Sem prazer e sem dôr, e até parece Que o foco interior já desfallece E vacilla com raios duvidosos.
É bella a vida e os annos são formosos, E nunca ao peito amante o amor fallece... Mas, se a belleza aqui nos apparece, Logo outra lembra de mais puros gosos.
Minh'alma, ó Deus! a outros céos aspira: Se um momento a prendeu mortal belleza, É pela eterna patria que suspira...
Porém do presentir dá-me a certeza. Dá-ma! e sereno, embora a dôr me fira, Eu sempre bemdirei esta tristeza!
Sumário
Nesta edição
- 01Full text
- 02LAMENTO
- 03ASPIRAÇÃO
- 04A FLORIDO TELLES
- 05PSALMO
- 06AD AMICOS
- 07BEATRICE
- 08AMOR VIVO
- 09VISITA
- 10PEQUENINA
- 11A SULAMISA
- 12IDYLLIO
- 13NOCTURNO
- 14SONHO
- 15AMARITUDO
- 16ABNEGAÇÃO
- 17APPARIÇÃO
- 18ACCORDANDO
- 19MEA CULPA
- 20JURA
- 21IDEAL
- 22DESPONDENCY
- 23UMA AMIGA
- 24A IDEA
- 25VIII
- 26DIALOGO
- 27MAIS LUZ!
- 28A UM POETA
- 29HOMO
- 30MORS-AMOR
- 31ESTOICISMO
- 32ANIMA MEA
- 33O CONVERTIDO
- 34ESPECTROS
- 35EM VIAGEM
- 36IGNOTUS
- 37NO CIRCO
- 38NIRVÂNA
- 39CONSULTA
- 40VISÃO
- 41EVOLUÇÃO
- 42REDEMPÇÃO
- 43LUCTA
- 44LOGOS
Disponibilidade de idiomas
Outros idiomas
Outras edições de idioma ainda não foram publicadas. Elas aparecerão aqui quando disponíveis.
Solicitar outro idioma