BooksWhaleBooksWhale
Corte na aldeia cover

portugués Edición

Literatura

Corte na aldeia

Edición BooksWhale en portugués de Francisco Rodrigues Lobo

Um clássico da prosa portuguesa sobre conversação, cultura cortesã, sociedade e letras.

Vista previa
Muestra del texto preparado
Formatos
Lector online, EPUB, PDF
Acceso
Claim de Biblioteca

Introducción del libro

Corte na aldeia

Corte na aldeia apresenta diálogos sobre vida social, cultura, poesia, cortesia e costumes. Esta edição portuguesa original oferece um texto fundamental da prosa clássica portuguesa para leitores de literatura, história cultural, retórica e sociabilidade letrada.

Edición BooksWhale

Cómo se preparó esta edición

Esta edición se basa en un texto de dominio público y fue preparada por BooksWhale para lectura digital.

Base de dominio público

Por qué puede compartirse

Francisco Rodrigues Lobo morreu em 1621 e Corte na aldeia foi publicado em 1619; estas datas confirmam o domínio público desta edição portuguesa original.

Leer vista previa

Muestra del texto preparado

Vista previa seleccionada del texto preparado.

Capítulo de vista previaPart 1Leer vista previa

Corte na aldeia

Francisco Rodrigues Lobo

CORTE NA ALDEIA

E

NOITES DE INVERNO

POR

FRANCISCO RODRIGUES LOBO

VOLUME I

16.^a SERIE--NUMERO 62

[Illustration]

LISBOA

COMPANHIA NACIONAL EDITORA

Successora de DAVID CORAZZI e JUSTINO GUEDES 40--Rua da Atalaya--52

FILIAES: Praça de D. Pedro, 127, 1.^o andar, PORTO 38, rua da Quitanda. Rio de Janeiro

LISBOA

TYPOGRAPHIA DA COMPANHIA NACIONAL EDITORA

309, Rua da Rosa, 309

Em quanto está o avaro em seu thesouro Cevando os olhos, dando ao pensamento Materia a vã cobiça de mais ouro.

_Primavera_, Floresta, 5.

ADVERTENCIA

A _Noticia biographica_ de Francisco Rodrigues Lobo encontram-a os leitores á frente do volume 23.^o da _Bibliotheca Universal Antiga e Moderna_.

CÔRTE NA ALDEIA

E

NOITES DE INVERNO

DIALOGO I

ARGUMENTO DE TODA A OBRA

Perto da cidade principal da Luzitania está uma graciosa aldeia, que com egual distancia fica situada á vista do mar oceano, fresca no verão, com muitos favores da natureza, e rica no estio e inverno com os fructos e commodidades, que ajudam a passar a vida saborosamente; porque com a vizinhança dos portos do mar por uma parte, e da outra com a communicação de uma ribeira, que enche os seus valles e outeiros de arvoredos e verdura, tem em todos os tempos do anno o que em differentes logares costuma buscar a necessidade dos homens: e por este respeito foi sempre o sitio escolhido para desvio da côrte, e voluntario desterro do trafego d'ella: dos cortezãos, que alli tinham quintas, amigos ou heranças, que costumam ser valhacouto dos excessivos gastos da cidade.

Um inverno em que a aldeia estava feita côrte com homens de tanto preço, que a podiam fazer em qualquer parte, se juntava a maior d'elles em casa d'um antigo morador d'aquelle logar, que tambem o fôra em outra edade da casa dos reis, d'onde com a mudança e experiencia dos annos, fez eleição dos montes para passar n'elles os que lhe ficavam da vida, grande acerto de quem colhe este fructo maduro entre desenganos. Alli ora em conversação aprazivel, ora em moderado e quieto jogo se passava o tempo, se gosavam as noites, se sentiam menos as importunas chuvas e ventos de novembro, e se amparavam contra os frios rigorosos de janeiro.

Entre outros homens, que n'aquella companhia se achavam, eram n'ella mais costumados, em anoitecendo, um letrado que alli tinha um casal, e que já tivera honrados cargos do governo da justiça na cidade, homem prudente, concertado na vida, douto na sua profissão, e lido nas historias da humanidade: um fidalgo mancebo, inclinado ao exercicio da caça, e muito affeiçoado ás cousas da patria, em cujas historias estava bem visto: um estudante de bom engenho, que entre os seus estudos se empregava algumas vezes nos da poesia: um velho não muito rico, que tinha servido a um dos grandes da côrte, com cujo galardão se reparara n'aquelle logar, homem de boa creação, e, além de bem entendido, notavelmente engraçado no que dizia, e muito natural de uma murmuração que ficasse entre o couro e a carne, sem dar ferida penetrante. Ao senhor da casa chamavam Leonardo, e ao doutor Livio, ao fidalgo D.

Julio, ao estudante Pindaro, ao velho Solino. Fóra estes havia outros de quem em seus logares se fará menção, que assim como os mais, não eram para engeitar em uma conversação de poucas porfias.

Uma noite do novembro, em a qual já o frio não dava logar a que a frescura do tempo convidasse ao sereno, estando ainda Leonardo á mesa, porém no fim das iguarias, bateram á porta Pindaro e Solino, aos quaes o velho mandou abrir com grande alvoroço e festa; porque a de o buscarem era a que mais estimava por sua. Subiram, agasalhou-os com contentamento e cortezia. Sentaram-se perto da mesa, e disse o senhor da casa:--Peza-me que não viesseis mais cedo, que me poderieis acompanhar n'este trabalho tão necessario da velhice. Mas se ainda virdes na mesa alguma cousa de vosso gosto, lançae mão d'ella, que de mistura achareis a minha boa vontade.--Eu sei (disse Pindaro) a que tendes de me fazer mercê; mas venho ceiado e tambem Solino, a quem tive por hospede, e já a conversação me dobrou o gosto das iguarias.--Eram ellas tão boas (respondeu Solino) que a mim me davam graça. Porém o serdes vós tào miudo nas cortezias, me deu muita pena: e já que sois tão discreto, e tanto meu amigo, d'aqui adeante emendae-vos nas ceremonias da mesa; e adverti ao vosso moço que não acompanhe com os olhos os bôccados dos hospedes, até o estomago: porque apostarei que me contou todos os da ceia, e anda tão destro no apartar das brigas, que ainda bem não desvio um prato do outro, quando me dá xaque em ambos, e me deixa em casa branca. E não vos pareça que é isto dizer que venho faminto; que, se assim fôra, póde ser que o cumprimento do sr. Leonardo não ficára solto e livre; antes é fazer-vos lembrança que, pois daes tambem de comer, não tenhaes um moço Harpya, que descomponha o sabor dos manjares.--Bem sei (respondeu Pindaro) que ainda farto não haveis de deixar de roer. O meu moço é de uma d'estas aldeias vizinhas, ha pouco que me serve; por isso, e por ser creado de estudante, lhe devieis perdoar o erro, e a mim o remoque; porém a vossa condição não se sujeita a respeito nem a desculpas.--É tão saborosa a murmuração de Solino (disse Leonardo) que tambem na mesa se póde estimar como boa iguaria: e se a eu tivera muitas vezes, déra vida ao appetite que para as outras me falta.--Se o ella fôra (tornou Solino) em mais occasiões me valêra das em que a vós podeis desejar. Mas, não tratando de vol-a offerecer, nem de a desculpar com meu amigo; como ceiastes hoje tão tarde, e não vieram mais cedo o doutor e D. Julio?--Antes (disse o velho) me mandaram já recado, e não devem tardar. Eu o fiz com a ceia, porque os homens de serviço me não deram logar senão a esta hora: mas ouço que batem á porta e devem ser elles.

Capítulo de vista previaPart 2Vista previa

Primeiramente, nas historias, a que chamam verdadeiras, cada um mente segundo lhe convém, ou a quem o informou, ou favoreceu para mentir; porque se não fôrem estas tintas, é tudo tão misturado, que não ha panno sem nodoa, nem légua sem máu caminho. No livro fingido contam-se as cousas como era bem que fôssem, e não como succederam, e assim são mais aperfeiçoadas. Descreve o cavalleiro como era bem que os houvesse, as damas quão castas, os reis quão justos, os amores quão verdadeiros, os extremos quão grandes, as leis, as cortezias, o trato tão conforme com a razão. E assim não lereis livro, em o qual se não destruam soberbos, favoreçam humildes, amparem fracos, sirvam donzellas, se cumpram palavras, guardem juramentos, e satisfaçam boas obras. Vereis que as damas andam pelas estradas, sem haver quem as offenda, seguras na sua virtude propria, e há cortezia dos cavalleiros andantes. E quanto ao retrato e exemplo da vida, melhor se colhe no que um bom entendimento traçou, e seguiu com muito tempo de estudo, que no successo, que ás vezes se alcançou por mão da ventura, sem a diligencia e engenho metterem nenhum cabedal. Não digo que os livros tenham excessos desatinados, que não sejam semelhantes á verdade, nem os encantamentos tão escuros e desconformes, que não tenham alguma maneira de enganar o juizo; porém os livros bem fingidos, como verdadeiros obrigam. Um curioso em Italia (segundo um auctor de credito conta) estando com sua mulher ao fogo lendo o Ariosto, prantearam a morte de Zerbino com tanto sentimento, que lhe accudiu a visinhança a saber o que era. E no que toca ao exemplo; um capitão valoroso houve em Portugal, que o não teve melhor o Imperio Romano, que com a imitação do um cavalleiro fingido, foi o maior de seus tempos, imitando as virtudes que d'elle se escreveram. Muitas donzellas guardaram extremos de firmeza, e fidelidade, costumadas a lêr outros semelhantes nos livros de cavallarias. Na malicia da India tendo um capitão nosso cercado uma cidade de inimigos, certos soldados camaradas, que albergavam juntos, traziam entre as armas um livro de cavallarias, com que passavam o tempo. Um d'elles, que sabia menos que os mais d'aquella leitura, tinha tudo o que ouvia lêr por verdadeiro (e assim ha alguns innocentes, que cuidam que se não pode mentir em lettra redonda) os outros ajudando a sua simpleza lhe diziam que assim era. Veio occasião de um assalto, em que o bom soldado invejoso, e animado do que ouvia lêr, lhe pareceu ensaio de mostrar seu valor, e fazer uma cavallaria, de que ficasse memoria; e assim se metteu entre os contrarios com tanta furia, e os começou a ferir tão rijamente com a espada, que em pouco espaço se empenhou de sorte, que com muito trabalho, e perigo dos companheiros, e de outros muitos soldados, lhe ampararam a vida recolhendo-o com muita honra, e não poucas feridas. E reprehendendo-o os amigos d'aquella temeridade, respondeu: Ah! deixae-me, que não fiz a metade do que cada noite lêdes de qualquer cavalleiro do nosso livro. E elle d'alli adeante o foi muito valoroso.--Muito festejaram todos o conto, e logo proseguiu o doutor: Tão bem fingidas podem ser as historias, que mereçam mais louvor, que as verdadeiras; mas ha poucas que o sejam; que a fabula bem escripta (como diz Santo Ambrozio) ainda que não tenha força de verdade, tem uma ordem de razão, em que se podem manifestar as cousas verdadeiras. Xenofonte querendo pintar uma republica perfeita, e regimento politico, por modo de historia, fingiu o governo de Cyro, rei dos Persas. D. Antonio de Guevara, em nome de um imperador romano escreveu o que elle queria dizer em Hespanha; e outros que ainda em modo mais extranho ensinaram aos homens, como Esopo nas suas fabulas, e Lucio Apuleio no seu Asno d'ouro; e todos os livros que em seu genero são bons, se podem chamar perfeitos. Resta agora que o que escreve historia seja verdadeiro; e não terá Solino de que o reprehender n'ella. O que compõe fabulas seja verosimil, e não terei eu razão de o reprovar. O que trata de sciencia, alegue razões. O que fala de artes, experiencia. E o que quer ensinar principios, mostre auctoridade. E posto que eu tenha muitas que allegar em favor da vossa opinião, sr. D. Julio, vós estaes no caso, e todos os mais, que a historia verdadeira apascenta os doutos, adelgaça os grosseiros, encaminha os moços, ensina os mancebos, recreia os velhos, anima aos baixos, sustenta aos bons, castiga aos maus, resuscita aos mortos, e a todos dá fructo a sua lição. E porque esta não seja mais comprida, diga Pindaro agora a sua opinião.

Capítulo de vista previaPart 3Vista previa

DIALOGO II

DA POLICIA E ESTYLO DAS CARTAS MISSIVAS

Ficaram os amigos tão affeiçoados á conversação d'aquella noite, que, por fazerem a do outro dia mais comprida, acudiram a ajuntar-se logo depois de se pôr o sol; porém cada um com pejo de ser o primeiro, passeavam em dois postos, o doutor com D. Julio, e Pindaro com Solino á vista da casa de Leonardo, até que elle chegou á janella; e mostrando o mesmo desejo que os quatro traziam, facilitou o receio e approvou as horas. Subiram todos, e disse o doutor:--Pareceu-me este dia tão comprido, na esperança da noite, como aos trabalhadores que devem o jornal.--E a mim (tornou Leonardo) a noite, depois que me deixastes, tão importuna como quem espera a manhã para cousa de seu gosto: e assim não é muito que vós viesseis tão cedo, e que a mim me pareça que já era tarde.--Todas as cousas que se desejam muito (tornou D. Julio) por pouco que se dilatem, tardam mais.--E as que se temem (proseguiu Solino) por muito que tardem, parece que se anticipam. D'onde um disse maravilhosamente que o que queria que a quaresma lhe parecesse breve, devesse pagamentos para a Paschoa. Emfim chegou mais cedo este prazo que todos desejamos: e se o senhor da casa dormiu pouco, eu apostarei que ha algum na companhia que se desvelou mais.--Não era occasião para descuidos, (disse o doutor) e nos mancebos era demasiada desconfiança entrar n'esta batalha desapercebidos.--Os apercebimentos (tornou o fidalgo) podem fundir muito pouco: porque como até agora é incerta a materia de que se deve tratar, serão sem fructo as diligencias.--É engano (replicou Solino) que nunca falta uma carta em que prender; como um homem tem as suas apuradas e ha cousas que se levam a rasto como corpo morto, e quando sejam bem cuidadas, nunca são mal ouvidas. E se não, digam-n'a as olheiras com que esta manhã vi a meu amigo Pindaro.--Já sei (disse Pindaro) que vêdes mal: mas contra mim ainda é peior a vossa tenção que a vista; não me pagaes bem o que vos mereço, mas é na moeda que tendes.--E na que corre (tornou elle) que o rifão de agora diz que fazer e dizer mal, nunca se perde. Não vos escandaliseis; que tudo ha nos homens e nas cartas. Essa (disse então D. Julio) hei eu de partir: porque desejava muito alçar por ellas; e pois o doutor falou hontem em cartas missivas, e approvou para ellas a lingua portugueza, nos ha de declarar o que ha de ter uma carta para ser cortezã e bem escripta.--Esse cargo (tornou o doutor) convem mais ao senhor da casa: porque ainda que a carta consta de lettras, não é profissão de lettrado fazel-as cortezãs: e quem sabe tanto do estylo da côrte como Leonardo, póde dar lei para ellas.--Vós (respondeu elle) sois doutor em tudo, e meu superior em todas as materias, e como tal me podeis dar o grau de cortezão. Eu o quizera parecer na confiança, e em obedecer ao gosto d'estes amigos. Mas para eu proseguir com auctoridade é bem que vós comeceis a principiar a materia: dizendo, que nome é _carta_, e o seu principio, pois me daes o cargo antes de estar apercebido para elle.--Bem sei (lhe respondeu o doutor) que por me honrardes a mim tomaes tudo á vossa conta; folgarei de a dar boa do que me encommendaes.

Este nome _carta_ é generico, e teve origem de uma cidade do mesmo nome, d'onde foi natural a rainha Dido, que, por o amor que tinha á sua patria, pôz á que edificou por nome _Cartago_. E porque em carta se inventou primeiramente a maneira em que se escrevia (ou fosse papel, ou outra cousa semelhante a elle) tomou d'ella o nome como de _Pergamo_ o _pergaminho_. É para saber que nos primeiros tempos, quando se inventaram as lettras, escreviam os homens nas folhas das arvores: como ainda hoje nas da palmeira escrevem os gentios de algumas partes do oriente: as Sybillas n'ellas escreveram suas prophecias; e assim se chamaram a seus escriptos _folhas sybillinas_; e ainda na linguagem portugueza se conserva alguma cousa d'esta antiguidade, pois dizemos _folhas de papel_ sem o papel ter folhas, mas é em lembrança das primeiras que se usaram na escriptura. Depois se escreveu em uma casca tenra de arvores, que é o entreforro da cortiça. E porque a esta chamavam _livro_, conservam ainda agora elles o nome, e a divisão que agora fazem os escriptores de _livro primeiro_, _segundo_, e d'ahi adeante é o numero, porque então deviam contar aquellas cascas. Tambem se escreveu em o miolo de uma maneira de juncos, a que chamaram _papiros_: d'onde aos latinos ficou o nome para o papel. Depois se escreveu em taboas nas quaes sobre cêra, com um instrumento de ferro ou de latão, a que chamavam _estylo_, se assignavam as lettras; e do ferro com que se escreveram, se veiu a derivar o que agora dizemos _bom_ ou _máu_, _humilde_ ou _altivo estylo_ de escrever, passando-se por translação a perfeição do instrumento ao concerto e policia das palavras. D'este proprio modo se usa no nome de carta, que alcança em genero a todo genero de papel escripto e ainda pintado. Os portuguezes fazemos este nome particular tomando _carta missiva_ por a principal de todas; e assim basta dizermos _carta_, sem mais declaração, para se entender que é esta; porém nas especiaes d'ellas usam o nome com seus attributos. E nos instrumentos judiciaes, que testemunham antiguidade, se diz _carta precatoria, dimissoria, citatoria, de liberdade e de venda_, e outras muitas: e ainda as de jogar, sem terem lettras, se chamam commummente cartas. E a gente aldeã, conservando alguma cousa da antiguidade, a qualquer estampa ou pintura em papel chamam _carta_. Os latinos puzeram nome ás cartas missivas _Epistola_, do verbo grego, que quer dizer _mandar_: e _letras_, porque a carta consta d'ellas. Os italianos deram singular e plural a este nome segundo. E na nossa lingua a que chamam limitada, não faltou nenhuma d'estas differenças, antes houve maior perfeição: porque a umas chamaram _cartas mandadeiras_; ás que tinham menos de papel, _escriptos_; e ás cartas de Italia _lettras_, que são as de Roma, e as de cambio; porque deviam ter o mesmo principio; porque logo nos de Portugal mandavam os reis d'elle por lettras copiosas doações á sé apostolica, do que conquistavam. De maneira que o nome de carta, quanto á sua origem, é geral e commum; e entre nós particular das cartas missivas; e pois lhe descobri o nome, é necessario, sr. Leonardo, que lhe deis agora o ser.

Índice

Dentro de esta edición

  1. 01Part 1
  2. 02Part 2
  3. 03Part 3
  4. 04Part 4
  5. 05Part 5
  6. 06Part 6
  7. 07Part 7
  8. 08Part 8
  9. 09Part 9
  10. 10Part 10
  11. 11Part 11
  12. 12Part 12
  13. 13Part 13
  14. 14Part 14
  15. 15Part 15

Disponibilidad de idiomas

Otros idiomas

Aún no hay otras ediciones lingüísticas publicadas. Esta sección enlazará las disponibles.

Solicitar otro idioma

Corte na aldeia

Membresía $9.99 / año · acceso claim

Vista previaUnirse