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Literatura
Os Maias
Edición BooksWhale en portugués de Eça de Queirós
Um grande romance realista sobre família, decadência, amor e sociedade portuguesa.
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Introducción del libro
Os Maias
Os Maias acompanha a história de uma família e de uma geração, combinando drama íntimo, crítica social, ironia e retrato da elite lisboeta.
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Eça de Queirós morreu em 1900, e Os Maias foi publicado em 1888; essas datas sustentam o domínio público desta edição em português.
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Os Maias: Episodios da Vida Romantica
Eça de Queirós
Capítulo de vista previaLivro PrimeiroVista previa
Livro Primeiro
Capítulo de vista previaCapítulo IVista previa
A casa que os Maias vieram habitar em Lisboa, no outono de 1875, era conhecida na visinhança da rua de S. Francisco de Paula, e em todo o bairro das Janellas Verdes, pela casa do Ramalhete ou simplesmente o Ramalhete. Apesar d’este fresco nome de vivenda campestre, o Ramalhete, sombrio casarão de paredes severas, com um renque de estreitas varandas de ferro no primeiro andar, e por cima uma timida fila de janellinhas abrigadas á beira do telhado, tinha o aspecto tristonho de Residencia Ecclesiastica que competia a uma edificação do reinado da sr.ª D. Maria I: com uma sineta e com uma cruz no topo assimilhar-se-hia a um Collegio de Jesuitas. O nome de Ramalhete provinha de certo d’um revestimento quadrado de azulejos fazendo painel no logar heraldico do Escudo d’Armas, que nunca chegara a ser collocado, e representando um grande ramo de girasoes atado por uma fita onde se distinguiam letras e numeros d’uma data.
Longos annos o Ramalhete permanecera deshabitado, com teias d’aranha pelas grades dos postigos terreos, e cobrindo-se de tons de ruina. Em 1858 Monsenhor Buccarini, Nuncio de S. Santidade, visitara-o com idéa d’installar lá a Nunciatura, seduzido pela gravidade clerical do edificio e pela paz dormente do bairro: e o interior do casarão agradara-lhe tambem, com a sua disposição apalaçada, os tectos apainelados, as paredes cobertas de frescos onde já desmaiavam as rosas das grinaldas e as faces dos Cupidinhos.
Mas Monsenhor, com os seus habitos de rico prelado romano, necessitava na sua vivenda os arvoredos e as agoas d’um jardim de luxo: e o Ramalhete possuia apenas, ao fundo d’um terraço de tijolo, um pobre quintal inculto, abandonado ás hervas bravas, com um cypreste, um cedro, uma cascatasinha secca, um tanque entulhado, e uma estatua de marmore (onde Monsenhor reconheceu logo Venus Citherêa) ennegrecendo a um canto na lenta humidade das ramagens silvestres. Além d’isso, a renda que pedio o velho Villaça, procurador dos Maias, pareceu tão exagerada a Monsenhor, que lhe perguntou sorrindo se ainda julgava a Egreja nos tempos de Leão X. Villaça respondeu
— que tambem a nobreza não estava nos tempos do sr. D. João V. E o Ramalhete continuou deshabitado. Este inutil pardieiro (como lhe chamava Villaça Junior, agora por morte de seu pae administrador dos Maias) só veio a servir, nos fins de 1870, para lá se arrecadaram as mobilias e as louças provenientes do palacete de familia em Bemfica, morada quasi historica, que, depois de andar annos em praça, fôra então comprada por um commendador brazileiro. N’essa occasião vendera-se outra propriedade dos Maias, a Tojeira; e algumas raras pessoas que em Lisboa ainda se lembravam dos Maias, e sabiam que desde a Regeneração elles viviam retirados na sua quinta de Santa Olavia, nas margens do Douro, tinham perguntado a Villaça se essa gente estava atrapalhada.
— Ainda teem um pedaço de pão, disse Villaça sorrindo, e a manteiga para lhe barrar por cima. Os Maias eram uma antiga familia da Beira, sempre pouco numerosa, sem linhas collateraes, sem parentellas
— e agora reduzida a dois varões, o senhor da casa, Affonso da Maia, um velho já, quasi um antepassado, mais edoso que o seculo, e seu neto Carlos que estudava medicina em Coimbra. Quando Affonso se retirara definitivamente para Santa Olavia, o rendimento da casa excedia já cincoenta mil cruzados: mas desde então tinham-se accumulado as economias de vinte annos de aldêa; viera tambem a herança d’um ultimo parente, Sebastião da Maia, que desde 1830 vivia em Napoles, só, occupando-se de numismatica;
— e o procurador podia certamente sorrir com segurança quando fallava dos Maias e da sua fatia de pão. A venda da Tojeira fôra realmente aconselhada por Villaça: mas nunca elle approvara que Affonso se desfizesse de Bemfica
Índice
Dentro de esta edición
- 01Full text
- 02Livro Primeiro
- 03Capítulo I
- 04Capítulo II
- 05Capítulo III
- 06Capítulo IV
- 07Capítulo V
- 08Capítulo VI
- 09Capítulo VII
- 10Capítulo VIII
- 11Capítulo IX
- 12Capítulo X
- 13Livro Segundo
- 14Capítulo I
- 15Capítulo II
- 16Capítulo III
- 17Capítulo IV
- 18Capítulo IX
- 19Capítulo X
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