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Littérature
Obras Completas de Tao Yuanming
Édition BooksWhale en portugais par Tao Yuanming
Titre original: 陶渊明集
Poemas e prosas clássicas de Tao Yuanming sobre retiro, natureza, vinho, pobreza digna e liberdade interior.
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Introduction du livre
Obras Completas de Tao Yuanming
Obras Completas de Tao Yuanming reúne a voz de um dos grandes poetas da China clássica, conhecido por poemas de campo, vida retirada, simplicidade moral e independência espiritual. A edição portuguesa apresenta uma obra essencial para leitores de poesia, filosofia de vida e tradição literária chinesa.
Édition BooksWhale
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Cette édition est une traduction assistée par IA et revue par des humains, préparée par BooksWhale pour la lisibilité, la mise en forme et la cohérence.
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陶渊明 viveu entre 365 e 427, e a sua obra pertence à tradição clássica chinesa antiga. Essas datas sustentam o domínio público do texto original chinês; esta edição portuguesa é uma tradução BooksWhale assistida e revista.
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Obras Completas de Tao Yuanming
陶渊明
Nuvens Imóveis — com prefácio
“Nuvens Imóveis” exprime a saudade de parentes e amigos. A taça está cheia de vinho novo, no jardim despontam as primeiras flores; desejo encontrar aqueles de quem me lembro, mas não posso ir até eles, e os suspiros enchem-me o peito.
Nuvens densas permanecem imóveis, a chuva miúda cai sem cessar. As oito direções estão sob a mesma penumbra, até a estrada plana tornou-se intransitável. Quieto, recolho-me no pavilhão oriental, sozinho acaricio o vinho da primavera. Meus bons amigos estão tão distantes; coço a cabeça e espero longamente.
Nuvens imóveis, densas e sombrias, chuva persistente, fina e cerrada. As oito direções mergulham na penumbra, a terra plana transformou-se em rio. Há vinho, sim, há vinho; bebo tranquilo junto à janela oriental. Desejo encontrar aqueles de quem me lembro, mas nem barco nem carro podem seguir.
As árvores do jardim oriental já cobrem de flores os seus ramos. Competem em mostrar sua beleza renovada, como para erguer meu ânimo. Também dizem os homens: “Os dias e os meses seguem sua marcha.” Como poderei aproximar nossos assentos e conversar sobre tudo o que vivemos?
Pássaros leves voam em círculos e pousam nos galhos de meu pátio. Recolhem as asas, descansam tranquilos, e seus belos cantos respondem uns aos outros. Acaso não existem outras pessoas? É de vós, porém, que mais me lembro. Desejo encontrar-vos e não consigo: como suportar tamanho pesar?
O Curso das Estações — com prefácio
“O Curso das Estações” foi escrito durante um passeio no fim da primavera. As roupas primaveris já estavam prontas, a paisagem era harmoniosa; acompanhado apenas de minha sombra, vagueei sozinho, e alegria e melancolia misturaram-se em meu coração.
A estação avança sem cessar, serena é esta bela manhã. Visto minhas roupas de primavera e parto devagar rumo ao campo oriental. As montanhas lavam os últimos vapores, o céu se aquece sob tênues nuvens. Do sul sopra uma brisa que acaricia as novas mudas.
Vasta e tranquila estende-se a planície úmida; lavo-me e refresco-me em suas águas. Ao longe se abre a paisagem, que contemplo com alegria. Também dizem os homens: “É fácil contentar um coração satisfeito.” Ergo esta taça de vinho e, embriagado de paz, alegro-me sozinho.
Estendo o olhar sobre a corrente e penso longamente nas águas límpidas do Yi. Jovens e adultos, terminado o estudo, voltavam cantando despreocupados. Amo aquela serenidade; desperto ou dormindo, ela me acompanha. Só lamento viver em outra época: essa liberdade já não posso alcançar.
Nesta manhã, nesta tarde, repouso enfim em minha cabana. Flores e ervas alinham-se no jardim, bosques e bambus formam sombra espessa. Um qin silencioso repousa sobre o leito, há meio jarro de vinho turvo. Não alcançarei os tempos de Huang e Tang; essa nostalgia pertence somente a mim.
Árvore Florescente — com prefácio
“Árvore Florescente” nasceu do pensamento de que a velhice se aproxima. Os dias e os meses avançam; já atravessei nove verões. Desde criança ouvi falar do Caminho, e agora, de cabelos brancos, nada realizei.
Viçosa, viçosa árvore florescente, aqui firmaste tuas raízes. De manhã tuas flores resplandecem, ao anoitecer já se perderam. A vida humana é como hospedagem passageira; há sempre um tempo para definhar. Em silêncio penso profundamente, e meu coração se entristece.
Viçosa, viçosa árvore florescente, aqui encontraste teu apoio. A exuberância nasce pela manhã; ao cair da tarde, já não existe. Firmeza e fragilidade dependem do homem; fortuna e infortúnio não têm porta certa. Se não é ao Caminho que devemos aderir, que outra coisa senão o bem merece devoção?
Ah, pobre de mim, dotado de rudeza e estreiteza! Os anos transcorreram, mas minhas realizações nada acrescentaram às antigas. Admiro quem persevera sem abandonar seu propósito, enquanto eu me acomodo a cada dia. Quando penso em mim mesmo, uma dor secreta me invade.
Chapitre d'aperçuIAperçu
Desde jovem nunca tive gosto pelos costumes do mundo; minha natureza sempre amou colinas e montanhas.
Por engano caí na rede da poeira e ali permaneci trinta anos.
O pássaro preso anseia pelo antigo bosque; o peixe do tanque pensa no lago de outrora.
Abro terras nas margens do campo meridional e, preservando minha simplicidade, retorno à lavoura.
Minha casa ocupa pouco mais de dez mu; há oito ou nove aposentos sob telhados de palha.
Olmos e salgueiros sombreiam o beiral dos fundos; pessegueiros e ameixeiras alinham-se diante do salão.
Ao longe, vagos, os povoados; suavemente sobe a fumaça das aldeias.
Cães ladram nas ruelas profundas; galos cantam no alto das amoreiras.
Dentro do portão e do pátio não há poeira nem confusão; nos quartos vazios sobra tranquilidade.
Depois de tanto tempo dentro da gaiola, posso enfim retornar à natureza.
Chapitre d'aperçuIIAperçu
No campo quase não há assuntos humanos; nas ruelas pobres raramente passam carros.
Durante o dia mantenho fechada a porta de espinhos; na casa vazia não entram pensamentos mundanos.
De tempos em tempos vou às curvas da aldeia, afastando a relva para visitar os vizinhos.
Quando nos encontramos, não falamos de assuntos diversos; conversamos apenas sobre o crescimento de amoreiras e cânhamo.
Amoreiras e cânhamo crescem a cada dia; minhas terras cultivadas se ampliam.
Receio apenas a chegada das geadas, quando tudo poderá cair como ervas selvagens.
Table des matières
Dans cette édition
- 01Full text
- 02I
- 03II
- 04III
- 05IV
- 06V
- 07I
- 08II
- 09I
- 10II
- 11I
- 12II
- 13I
- 14II
- 15I
- 16II
- 17III
- 18IV
- 19V
- 20VI
- 21VII
- 22VIII
- 23IX
- 24X
- 25XI
- 26XII
- 27XIII
- 28XIV
- 29XV
- 30XVI
- 31XVII
- 32XVIII
- 33XIX
- 34XX
- 35I
- 36II
- 37III
- 38IV
- 39V
- 40VI
- 41VII
- 42VIII
- 43IX
- 44I
- 45II
- 46III
- 47IV
- 48V
- 49VI
- 50VII
- 51VIII
- 52IX
- 53X
- 54XI
- 55XII
- 56I
- 57II
- 58III
- 59IV
- 60V
- 61VI
- 62VII
- 63I
- 64II
- 65III
- 66IV
- 67V
- 68VI
- 69VII
- 70VIII
- 71IX
- 72X
- 73XI
- 74XII
- 75XIII
- 76I
- 77II
- 78III
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