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Littérature
Primeiros Cantos
Édition BooksWhale en portugais par Gonçalves Dias
Livro fundador do romantismo brasileiro, com poesia nacional, indianismo, saudade, natureza e identidade.
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Introduction du livre
Primeiros Cantos
Primeiros Cantos apresenta a voz de Gonçalves Dias em poemas que unem forma clássica, sentimento nacional, natureza tropical, saudade e temas indígenas. A obra ajudou a definir a imaginação literária brasileira no romantismo.
Édition BooksWhale
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Gonçalves Dias morreu em 1864, e Primeiros Cantos foi publicado em 1846; esses dados sustentam o domínio público do texto português.
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Primeiros Cantos
Gonçalves Dias
Primeiros Cantos Gonçalves Dias
Chapitre d'aperçuPROLOGO.Aperçu
Dei o nome de « Primeiros Cantos » ás poesias que agora publico, porque espero que não serão as ultimas.
Muitas dellas não tem uniformidade nas strophes, porque despréso regras de mera convenção; adoptei todos os rhythmos da metrificação portugueza, e usei delles como me parecerão quadrar melhor com o que eu pretendia exprimir.
Não tem unidade de pensamento entre si, porque forão compostas em epochas diversas — debaixo de céo diverso — e sob a influencia de impressões momentaneas. Forão compostas nas margens viçosas do Mondêgo e nos pincaros ennegrecidos do Gerez — no Doiro e no Tejo — sobre as vagas do Atlantico, e nas florestas virgens da America. Escrevi-as para mim, e não para os outros; contentar-me-hei se agradarem, e se não... é sempre certo que tive o prazer de as ter composto.
Com a vida isolada que vivo, gosto de afastar os olhos de sobre a nossa arena politica para lêr em minha alma, reduzindo á lingoagem harmoniosa e cadente o pensamento que me vem de improviso, e as idéas que em mim desperta a vista de uma paysagem ou do oceano — o aspecto emfim da natureza. Casar assim o pensamento com o sentimento — o coração com o entendimento — a idéa com a paixão — colorir tudo isto com a imaginação, fundir tudo isto com a vida e com a natureza, purificar tudo com o sentimento da religião e da divindade, eis a Poesia — a Poesia grande e sancta — a Poesia como eu a comprehendo sem a poder definir, como eu a sinto sem a poder traduzir.
O esforço — ainda vão — para chegar a tal resultado é sempre digno de louvor: talvez seja este o só merecimento deste volume. O Publico o julgarȧ; tanto melhor se elle o despresa, porque o Auctor interessa em acabar com essa vida desgraçada, que se diz de Poeta.
Rio de Janeiro — Julho de 1846.
Chapitre d'aperçuCANÇÃO DO EXILIOAperçu
Kennst du das Land, wo die Citronen blühen, Im dunkeln Laub die Gold⸗Orangen glühen, Kennst du es wohl? — Dahin, dahin! Möcht’ich — ziehn.
Göthe .
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorgeião,
Não gorgeião como lá.
Nosso céo tem mais estrellas,
Nossas varzeas tem mais flores,
Nossos bosques tem mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em scismar — sósinho — á noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que taes não encontro eu cá;
Em scismar — sósinho — á noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permitta Deos que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que eu desfructe os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Coimbra — Julho 1843.
Notas
↑
Quando eu compuz esta canção, ou como melhor se chame, tinha apenas visto algumas das Provincias do Norte do Brazil.
Table des matières
Dans cette édition
- 01Full text
- 02PROLOGO.
- 03CANÇÃO DO EXILIO
- 04O CANTO DO GUERREIRO
- 05I.
- 06II.
- 07III.
- 08IV.
- 09V.
- 10VI.
- 11VII.
- 12VIII.
- 13IX.
- 14O CANTO DO PIÁGA
- 15I.
- 16II.
- 17III.
- 18O CANTO DO INDIO.
- 19DESEJO.
- 20PEDIDO.
- 21AMOR! DELIRIO — ENGANO.
- 22VIII
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